Aloe vera (L.) Burm. f. / Babosa, conhecida popularmente como babosa em Portugal e no Brasil, é uma planta suculenta perene da família Asphodelaceae, descrita por Carl Linnaeus em 1753. Originária da Península Arábica, esta espécie disseminou-se globalmente devido às suas reconhecidas propriedades terapêuticas. A babosa é utilizada há milénios na medicina tradicional, sendo valorizada pelas suas aplicações em saúde e beleza.
O gel transparente extraído das suas folhas é a parte mais utilizada, rico em polissacarídeos como o acemanano. Este composto confere à planta ações anti-inflamatórias, cicatrizantes e hidratantes. A investigação científica moderna valida muitos dos usos tradicionais da babosa, consolidando a sua importância como planta medicinal. A sua versatilidade permite diversas formas de preparo e administração.
Nomes Populares e Internacionais da Babosa
- Português: babosa, aloé-vera, aloés, azebre.
- Espanhol: sábila, aloe vera, aloe de Barbados, penca sábila.
- Inglês: aloe vera, burn plant, medicine plant, true aloe.
- Francês: aloès, aloès des Barbades, aloès vulgaire.
- Italiano: aloe vera, aloe delle Barbados, aloe medicinale.
- Alemão: Echte Aloe, Wahre Aloe, Curacao-Aloe.
Sinónimos Botânicos da Babosa
Aloe barbadensis Mill. é o sinónimo botânico mais amplamente reconhecido e utilizado para a Aloe vera. Esta denominação foi estabelecida por Philip Miller em 1768, referindo-se à sua presença nas ilhas de Barbados. Embora Aloe vera (L.) Burm. f. seja o nome atualmente aceito pela maioria das autoridades botânicas, como o World Flora Online, a designação de Miller ainda é comum em contextos científicos e comerciais.
Outros sinónimos incluem Aloe indica Royle, Aloe perfoliata L. var. vera e Aloe vulgaris Lam. Estas variações refletem a complexidade taxonómica e a ampla distribuição da espécie ao longo da história botânica.
Família Botânica: Asphodelaceae

Ilustração botânica de Aloe vera (L.) Burm. f. (babosa, aloé-vera), planta suculenta perene da família Asphodelaceae, nativa da Península Arábica, mostrando uma folha carnuda e espessa, de cor verde-acinzentada, com margens serrilhadas e pequenos dentes brancos, cortada para revelar o gel transparente e mucilaginoso em seu interior, em estilo de enciclopédia botânica do século XIX sobre fundo de papel de herbário.
A Aloe vera pertence à família Asphodelaceae, que faz parte da ordem Asparagales. Esta família é vasta e diversificada, abrangendo cerca de 40 géneros e mais de 900 espécies, distribuídas principalmente em regiões tropicais e temperadas do Velho Mundo. Anteriormente, a Aloe vera era classificada na família Liliaceae, mas estudos filogenéticos recentes levaram à sua reclassificação para Asphodelaceae, juntamente com outros géneros como Asphodelus e Kniphofia.
Asphodelaceae é conhecida por incluir muitas plantas suculentas, caracterizadas pela capacidade de armazenar água em suas folhas, caules ou raízes. Esta adaptação permite que prosperem em ambientes áridos. A família é rica em compostos bioativos, como antraquinonas, polissacarídeos e flavonoides, que conferem propriedades medicinais a várias de suas espécies, incluindo a Aloe vera.
Partes Utilizadas da Babosa
- Folhas inteiras (para extração de gel e látex)
- Gel transparente das folhas (polpa interna)
- Látex amarelado (exsudato da casca da folha)
Usos Etnobotânicos e Tradicionais da Babosa
- Alívio de irritações cutâneas e picadas de insetos
- Alívio de queimaduras solares e pequenas queimaduras
- Cicatrização de feridas e abrasões cutâneas
- Combate a fungos e bactérias na pele
- Estímulo à produção de colágeno
- Hidratação e regeneração da pele
- Redução da azia e problemas digestivos
- Tratamento de acne e psoríase
- Tratamento de hemorroidas e dores reumáticas
- Uso como laxante natural (látex)
- Uso em rituais de beleza e cuidados capilares
Propriedades Medicinais da Babosa
- Antibacteriano (combate o crescimento de bactérias)
- Antifúngico (inibe o desenvolvimento de fungos)
- Anti-inflamatório (reduz a inflamação e o inchaço)
- Antioxidante (protege as células contra danos oxidativos)
- Antiviral (combate a replicação de vírus)
- Cardioprotetor (contribui para a saúde cardiovascular)
- Cicatrizante (acelera a recuperação de tecidos lesionados)
- Hipoglicemiante (ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue)
- Imunomodulador (regula a resposta do sistema imunitário)
- Laxante (promove a evacuação intestinal)
- Neuroprotetor (protege as células nervosas)
Perfil Fitoquímico Detalhado da Babosa
- Acemanano (polissacarídeo mucilaginoso)
- Ácidos gordos (β-sitosterol, campesterol, colesterol, lupeol)
- Aloe-emodina (antraquinona, antitumoral e antiviral)
- Aloesina (composto fenólico, inibidor da tirosinase)
- Aloína (antraquinona, laxante)
- Antraquinonas (barbaloína, crisofanol, emodina)
- Enzimas (bradicinase, catalase, celulase, lipase, oxidase)
- Flavonoides (catequina, quercetina)
- Glucomanano (polissacarídeo)
- Lignanas (compostos fenólicos)
- Minerais (cálcio, cobre, crómio, magnésio, manganês, potássio, selénio, sódio, zinco)
- Saponinas (glicosídeos com propriedades de limpeza)
- Vitaminas (A, ácido fólico, B1, B2, B3, B6, B12, C, E)
Formas de Preparo e Administração da Babosa

Aloe vera gel
- Cápsulas e comprimidos (suplemento oral)
- Cremes e loções (uso tópico)
- Extratos fluidos e secos (uso oral ou tópico)
- Gel fresco (aplicação tópica direta)
- Pomadas (uso tópico)
- Sabonetes e cosméticos (uso tópico)
- Sumo (bebida oral)
- Tinturas (extrato alcoólico)
Sinergia com Outras Plantas Medicinais
Cúrcuma (Curcuma longa)
A combinação de babosa com cúrcuma (Curcuma longa) é notável pelos seus efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes sinérgicos. Esta sinergia é particularmente benéfica para a saúde da pele, auxiliando no tratamento de condições como acne, eczema e rosácea. A curcumina da cúrcuma, juntamente com os polissacarídeos da babosa, promove a reparação tecidual e reduz a pigmentação, potencializando a cicatrização e a uniformidade do tom da pele.
Gengibre (Zingiber officinale)
A babosa e o gengibre (Zingiber officinale) formam uma poderosa combinação para a saúde digestiva e o alívio do stress. O gengibre, conhecido pelas suas propriedades antieméticas e anti-inflamatórias, complementa a ação calmante e digestiva da babosa. Juntos, ajudam a aliviar desconfortos gastrointestinais, como náuseas e indigestão, e contribuem para a desintoxicação do fígado. Esta sinergia também pode promover o bem-estar mental, reduzindo a ansiedade.
Mel (Apis mellifera)
Embora o mel não seja uma planta, a sua combinação com a babosa é amplamente utilizada e valorizada. Esta sinergia é excelente para a cicatrização de feridas, queimaduras e para o tratamento de problemas de pele devido às suas propriedades antibacterianas e hidratantes. O mel atua como um humectante natural, enquanto a babosa oferece seus compostos bioativos para regeneração celular. A mistura é também popular em máscaras faciais e capilares, promovendo hidratação e nutrição intensivas.
Receitas e Protocolos de Uso da Babosa
Gel de Babosa para Queimaduras Solares
Ingredientes: 1 folha grande de babosa fresca.
Preparação: Lave bem a folha e corte as bordas espinhosas. Com uma faca, retire a casca verde de um dos lados e, com uma colher, raspe o gel transparente. Aplique o gel diretamente sobre a área afetada pela queimadura solar. Repita várias vezes ao dia para aliviar a dor, reduzir a vermelhidão e promover a cicatrização da pele. O gel da babosa proporciona uma sensação refrescante e calmante.
Máscara Capilar Hidratante de Babosa
Ingredientes: 2 colheres de sopa de gel de babosa fresco, 1 colher de sopa de óleo de coco, 1 colher de chá de mel.
Preparação: Misture todos os ingredientes até obter uma pasta homogénea. Aplique a máscara nos cabelos húmidos, do couro cabeludo às pontas, massajando suavemente. Deixe atuar por 30 minutos e, em seguida, lave o cabelo com shampoo e condicionador. Esta máscara hidrata profundamente, fortalece os fios e confere brilho, sendo ideal para cabelos secos e danificados.
Sumo de Babosa para Saúde Digestiva
Ingredientes: 2 colheres de sopa de gel de babosa fresco, 200 ml de água ou sumo de fruta natural (laranja, maçã).
Preparação: Bata o gel de babosa com a água ou sumo de fruta no liquidificador até ficar homogéneo. Consuma imediatamente. Comece com uma pequena quantidade (1-2 colheres de sopa de gel) e aumente gradualmente, se necessário. Este sumo pode auxiliar na digestão, aliviar a azia e atuar como um laxante suave. É recomendado consultar um profissional de saúde antes de iniciar o consumo regular.
Tónico Facial Purificante de Babosa
Ingredientes: 1 colher de sopa de gel de babosa fresco, 50 ml de água de rosas.
Preparação: Misture o gel de babosa com a água de rosas num frasco pulverizador. Agite bem antes de usar. Aplique no rosto limpo com um algodão ou pulverize diretamente. Este tónico ajuda a equilibrar o pH da pele, reduzir a oleosidade e acalmar irritações, deixando a pele fresca e purificada. Pode ser usado diariamente, de manhã e à noite.
Terapias Associadas à Babosa

Aloe vera
Cosmetologia e Dermatologia
A babosa é um ingrediente fundamental em produtos cosméticos e dermatológicos devido às suas propriedades hidratantes, cicatrizantes e anti-inflamatórias. É incorporada em loções, cremes, géis, sabonetes e produtos capilares. Na dermatologia, é usada para tratar acne, psoríase, líquen plano e para acelerar a recuperação de danos na pele. Em cosmetologia, contribui para a hidratação profunda, estimula a produção de colágeno e promove uma pele saudável e radiante.
Fitoterapia Clínica
Na fitoterapia clínica moderna, a babosa é amplamente utilizada em diversas formas farmacêuticas, como extratos padronizados, cápsulas e comprimidos. Os extratos são frequentemente titulados para garantir a concentração de compostos ativos como o acemanano e as antraquinonas. A babosa é empregada no tratamento de distúrbios gastrointestinais, como a síndrome do intestino irritável, e em condições dermatológicas, incluindo queimaduras e feridas. A sua aplicação é individualizada, considerando a condição do paciente e possíveis interações medicamentosas.
Homeopatia
Na homeopatia, Aloe socotrina é um remédio importante, especialmente indicado para problemas digestivos, como diarreia, fezes soltas e síndrome do intestino irritável. É também utilizado para condições que afetam o reto, com uma constante necessidade de evacuar. O remédio homeopático é preparado a partir do suco da folha da babosa, seguindo os princípios de diluição e dinamização. Aloe socotrina é frequentemente prescrito para sintomas agudos e crónicos, visando restaurar o equilíbrio do organismo.
Contraindicações e Efeitos Colaterais da Babosa
Contraindicações Gerais
A babosa é contraindicada para indivíduos com alergia conhecida a plantas da família Asphodelaceae, ou Liliaceae, como alho, cebola e tulipas. Reações alérgicas podem manifestar-se como dermatite de contacto, urticária ou, em casos mais graves, anafilaxia. Mulheres grávidas devem evitar o consumo de babosa em doses terapêuticas elevadas devido ao seu potencial efeito emenagogo, que pode estimular contrações uterinas. A prudência aconselha a consulta médica antes da utilização regular durante a gravidez.
A babosa não deve ser utilizada em crianças com menos de 6 meses sem supervisão médica. Em lactentes, existe um risco teórico de contaminação por esporos de Clostridium botulinum em preparações de babosa, especialmente quando combinadas com mel. Indivíduos com distúrbios hemorrágicos ou que estejam a tomar anticoagulantes devem utilizar a babosa com precaução, uma vez que as cumarinas presentes na planta podem potenciar os efeitos anticoagulantes.
Efeitos Colaterais Comuns
Os efeitos colaterais da babosa são raros e geralmente ligeiros. Em algumas pessoas, o consumo de infusões de babosa pode causar náuseas, vómitos ou reações alérgicas cutâneas. A aplicação tópica de preparações de babosa pode ocasionalmente resultar em dermatite de contacto, especialmente em indivíduos sensíveis. O óleo essencial de babosa, quando aplicado diretamente sobre a pele sem diluição adequada, pode causar irritação e sensibilização cutânea.
Interações Medicamentosas
A babosa pode interagir com diversos medicamentos. A sua ação sobre o sistema citocromo P450 pode alterar o metabolismo de fármacos, incluindo anticoagulantes como a varfarina, aumentando o risco de hemorragia. A combinação de babosa com benzodiazepinas ou outros sedativos pode potenciar os efeitos depressores do sistema nervoso central, resultando em sonolência excessiva. Indivíduos que tomam medicamentos para diabetes devem monitorizar cuidadosamente os níveis de glicose, uma vez que a babosa pode ter efeitos hipoglicemiantes ligeiros.
Dosagens Recomendadas da Babosa
As dosagens de babosa podem variar significativamente dependendo da forma de apresentação e da finalidade do uso. É crucial iniciar com doses baixas e ajustar conforme a resposta individual, sempre sob orientação de um profissional de saúde.
Uso Oral (Suco/Gel)
- Suco de babosa: Iniciar com 1 a 2 onças (aproximadamente 30-60 ml) por dia, aumentando gradualmente se necessário. A dose diária recomendada pode variar entre 40 ml e 180 ml, preferencialmente em jejum para otimizar a absorção.
- Extratos concentrados: Para extratos mais concentrados, a recomendação geral é de 2 onças (aproximadamente 60 ml) duas vezes ao dia, totalizando 4 onças (120 ml) por dia.
- Cápsulas: A recomendação pode ser de 1 cápsula por dia antes do almoço, ou conforme indicação do fabricante e profissional de saúde.
Uso Tópico (Gel)
- Gel fresco: Aplicar diretamente sobre a pele afetada 2 a 3 vezes ao dia, ou conforme a necessidade.
- Cremes e loções: Seguir as instruções do fabricante para a aplicação tópica.
Considerações Importantes
A babosa não deve ser utilizada em crianças menores de 6 meses sem supervisão médica. Mulheres grávidas e indivíduos com condições de saúde preexistentes ou que tomam outros medicamentos devem consultar um profissional de saúde antes de usar a babosa, especialmente por via oral, devido a potenciais interações e efeitos adversos.
Curiosidades e Fatos Históricos da Babosa
A história da babosa remonta a mais de 4.000 anos, com os primeiros registos do seu uso encontrados em hieróglifos sumérios, gravados em tábuas de argila da civilização mesopotâmica por volta de 2200 a.C. Civilizações antigas, incluindo gregos, romanos, babilónios, chineses e egípcios, utilizavam a planta para tratar uma vasta gama de condições. O nome Aloe deriva da palavra árabe alloeh, que significa “substância amarga e brilhante”, ou do hebraico ahalim, enquanto vera significa “verdadeira” em latim.
No Antigo Egito, a babosa era conhecida como a “planta da imortalidade” e era parte integrante dos rituais de beleza de figuras como Cleópatra. Dioscórides, um dos pais da medicina herbal, mencionou a babosa em 78 d.C. nos seus escritos. A planta foi introduzida na China e em várias partes do sul da Europa no século XVII, consolidando a sua presença global. A sua capacidade de sobreviver em climas áridos e a sua longevidade, com algumas espécies selvagens vivendo até 100 anos, são características notáveis.
Perguntas Frequentes sobre a Babosa
O Que É a Babosa?
A babosa, cientificamente conhecida como Aloe vera, é uma planta suculenta perene da família Asphodelaceae. É amplamente reconhecida pelas suas folhas carnudas que contêm um gel transparente. Este gel é rico em compostos bioativos, sendo utilizado há milénios na medicina tradicional e em produtos cosméticos devido às suas propriedades terapêuticas.
Quais São os Principais Benefícios da Babosa?
Os principais benefícios da babosa incluem a sua ação anti-inflamatória, cicatrizante, hidratante e antibacteriana. É eficaz no tratamento de queimaduras, feridas, irritações cutâneas e acne. Oralmente, pode auxiliar na digestão, aliviar a azia e atuar como um laxante suave. A planta também possui propriedades antioxidantes e imunomoduladoras.
Como Usar a Babosa na Pele?
Para uso tópico, o gel fresco da babosa pode ser aplicado diretamente sobre a pele afetada. É ideal para queimaduras solares, picadas de insetos e para hidratar. Pode também ser incorporado em máscaras faciais, loções e cremes caseiros. Certifique-se de remover o látex amarelado da folha antes de usar o gel para evitar irritações.
É Seguro Consumir Babosa Oralmente?
O consumo oral do gel de babosa é geralmente considerado seguro em doses moderadas. No entanto, o látex da babosa, presente na casca da folha, contém aloína, que é um laxante potente e pode causar cólicas e diarreia. O consumo excessivo ou prolongado pode levar a efeitos colaterais. É aconselhável consultar um profissional de saúde antes de iniciar o uso oral.
A Babosa Tem Contraindicações ou Efeitos Colaterais?
Sim, a babosa possui contraindicações e pode causar efeitos colaterais. É contraindicada para pessoas com alergia a plantas da família Asphodelaceae. Mulheres grávidas devem evitar o uso oral devido ao risco de estimular contrações uterinas. O consumo excessivo pode causar problemas gastrointestinais. Interações com medicamentos anticoagulantes e para diabetes também são possíveis, exigindo cautela.
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