Resumo rápido
A salgueirinha (Lythrum salicaria L.) é uma planta herbácea perene da família Lythraceae, conhecida em português também como salicária, nomes que circulam sobretudo em Portugal, já que a espécie não tem nome popular de registro formal no Brasil. Nativa da Europa e da Ásia Ocidental, ela se espalhou por vários…
Cuidado principal: Faltam estudos clínicos que definam doses seguras da salgueirinha, por isso o uso interno deve ser sempre orientado por um profissional de saúde. A planta contém taninos e flavonoides que podem interagir com certos…
A salgueirinha (Lythrum salicaria L.) é uma planta herbácea perene da família Lythraceae, conhecida em português também como salicária, nomes que circulam sobretudo em Portugal, já que a espécie não tem nome popular de registro formal no Brasil. Nativa da Europa e da Ásia Ocidental, ela se espalhou por vários continentes graças à grande capacidade de adaptação a margens de rios, brejos e solos encharcados, e aparece há séculos na medicina tradicional europeia, com menções em diversos textos históricos. As flores, de um púrpura intenso e reunidas em espigas densas, são colhidas no auge da floração para o preparo de infusões, extratos e outros produtos fitoterápicos.

Na tradição herbária europeia, a salgueirinha se destaca como planta adstringente e anti-inflamatória, com aplicações que vão de distúrbios gastrointestinais, como diarreia e disenteria, ao alívio de inflamações da pele. Essa reputação está ligada à composição fitoquímica rica em taninos e flavonoides, e estudos de laboratório e em animais vêm investigando vários desses usos tradicionais, ainda que os ensaios clínicos em humanos sejam escassos e não autorizem promessas de efeito.
Nomes Populares e Internacionais da Salgueirinha
- Alemão: Blut-Weiderich, Gewöhnlicher Blutweiderich.
- Espanhol: arroyuela, frailecillo, lisimaquia morada, salicaria.
- Francês: salicaire, salicaire commune, salicaire pourpre.
- Inglês: long purples, purple loosestrife, purple lythrum, red sally, spiked loosestrife.
- Italiano: salicaria, salicaria comune.
- Português: erva-carapau, lisimáquia-roxa, salgueirinha, salgueirinha-roxa, salgueiro-roxo, salicária (nomes de uso corrente em Portugal, sem registro formal no Brasil).
Sinônimos Botânicos da Salgueirinha
Lythrum intermedium Ledeb. ex Colla aparece na literatura como sinônimo botânico da espécie e, em algumas obras, chegou a ser tratado como uma espécie separada. Hoje, Lythrum salicaria L. é o nome aceito pela maioria das autoridades botânicas e também o mais usado em publicações científicas e farmacológicas, o que facilita localizar os estudos sobre a planta em bases de dados especializadas.
Família Botânica: Lythraceae
A família Lythraceae reúne cerca de 30 gêneros e 600 espécies, distribuídas principalmente em regiões tropicais e subtropicais, e se caracteriza por flores vistosas e frutos que, em geral, são do tipo cápsula. Muitas de suas espécies têm importância ornamental, alimentar ou medicinal, caso da hena (Lawsonia inermis), do resedá (Lagerstroemia indica), muito cultivado em ruas e praças brasileiras, e da romã (Punica granatum). A salgueirinha compartilha traços morfológicos típicos do grupo, como flores com seis pétalas e cálice tubular, e a diversidade química da família tem sido objeto de pesquisa, que já revelou compostos bioativos de interesse farmacológico.
Partes Utilizadas da Salgueirinha
- Partes aéreas (caules, flores e folhas)
- Raiz
A tradição europeia dá preferência à parte aérea florida, colhida no auge da floração, que é a base das infusões, tinturas e compressas descritas adiante; a raiz também consta entre as partes utilizadas, embora as preparações apresentadas neste artigo empreguem apenas a parte aérea.
Usos Etnobotânicos e Tradicionais da Salgueirinha
- Alívio de cólicas intestinais e flatulência
- Ansiedade e nervosismo
- Catarro intestinal crônico
- Diarreia e disenteria
- Dores de garganta e afecções respiratórias
- Eczema e inflamações cutâneas
- Feridas, úlceras e chagas (uso tópico)
- Hemorroidas
- Infecções fúngicas (uso tópico)
- Problemas oculares
- Tifo (registro histórico)
- Varizes
Esses usos refletem registros da medicina popular europeia e não equivalem a indicações comprovadas, de modo que quadros como diarreia persistente, disenteria, tifo, problemas oculares e feridas extensas exigem sempre avaliação médica antes de qualquer recurso a plantas.
Propriedades Terapêuticas da Salgueirinha
- Adstringente (contrai os tecidos; registro tradicional para estancar sangramentos)
- Anti-inflamatório (redução de inflamações observada em estudos preliminares)
- Antibacteriano (inibição de bactérias observada em laboratório)
- Antifúngico (inibição de fungos observada em laboratório)
- Antioxidante (neutralização de radicais livres em testes laboratoriais)
- Gastroprotetor (proteção do trato gastrointestinal sugerida por estudos preliminares)
- Hepatoprotetor (proteção do fígado sugerida por estudos preliminares)
- Hipoglicemiante (redução da glicemia observada em estudos com animais, sem comprovação clínica)
- Imunomodulador (modulação do sistema imunológico sugerida por estudos preliminares)
A maior parte dessas propriedades vem de estudos de laboratório e em animais, e não de ensaios clínicos em pessoas. Uma revisão publicada em 2015 no Journal of Ethnopharmacology reuniu os usos da planta na medicina tradicional europeia e os dados farmacológicos disponíveis até então, enquanto um trabalho de 2020 mostrou que elagitaninos isolados da salgueirinha inibiram o crescimento e a adesão de Escherichia coli enteropatogênica e estimularam a formação de monocamada em células intestinais cultivadas, achado coerente com o uso antidiarreico tradicional. Em 2025, um extrato etanólico foi avaliado em ratos com diabetes induzida experimentalmente, e a atividade cicatrizante em queimaduras já havia sido investigada em estudo experimental de 2016, resultados preliminares que não substituem a avaliação médica.
Perfil Fitoquímico Detalhado da Salgueirinha
- Ácidos fenólicos (ácido cafeico, ácido elágico, ácido ferúlico, ácido gálico, ácido p-cumárico)
- Antocianinas
- Cumarinas
- Esteroides
- Flavonoides (apigenina, isoorientina, isovitexina, luteolina, orientina, vitexina)
- Óleos essenciais (em menor quantidade)
- Taninos (elagitaninos como castalagina, salicarininas A, B e C e vescalagina)
- Triterpenos
Os elagitaninos, entre eles a vescalagina, a castalagina e as salicarininas, são considerados os principais compostos da planta e respondem por boa parte da ação adstringente que a tradição lhe atribui. Um estudo de 2025 com extratos de populações silvestres da Transilvânia, na Romênia, analisou o perfil fenólico, a atividade antioxidante e a toxicidade em animais desses extratos, um tipo de avaliação que ajuda a caracterizar a matéria-prima e reforça a importância de usar planta de procedência conhecida.
Formas de Preparo e Administração da Salgueirinha
- Cataplasma
- Compressas
- Infusão (chá)
- Óleo de massagem (com óleo essencial)
- Tintura
Infusão e tintura são as formas de uso interno mais citadas, enquanto cataplasma, compressas e óleo de massagem ficam restritos à pele íntegra ou a lesões superficiais. Em qualquer caso, a quantidade e o tempo de uso devem ser combinados com um profissional de saúde, porque o uso prolongado dos taninos pode causar prisão de ventre e reduzir a absorção de ferro dos alimentos.
Sinergia com Outras Plantas Medicinais
Combinação Tradicional com Usnea
Na fitoterapia popular, a salgueirinha aparece combinada com a usnea (Usnea), um líquen de longa história no herbalismo, em preparações de uso externo tradicionalmente usadas para infecções fúngicas da pele, como o pé de atleta. A lógica da mistura é somar a ação adstringente dos taninos da salgueirinha às propriedades antimicrobianas atribuídas à usnea, mas essa sinergia continua no campo do registro tradicional, sem confirmação em estudos clínicos, e micoses que não cedem pedem avaliação médica.
Combinação Tradicional para Vias Respiratórias
Para afecções respiratórias de inverno, o registro tradicional combina a salgueirinha com milefólio (Achillea millefolium), sabugueiro (Sambucus nigra), sumagre (Rhus coriaria), tanchagem (Plantago major) e verbasco (Verbascum thapsus), sobretudo no preparo de xaropes caseiros. Essas misturas são tradicionalmente usadas para acalmar a tosse, aliviar a inflamação das vias aéreas e auxiliar a expectoração durante gripes e outras infecções respiratórias da estação fria, sem que existam estudos que confirmem o efeito conjunto, e febre alta, falta de ar ou tosse persistente exigem avaliação médica.
Receitas e Protocolos de Uso da Salgueirinha
Compressa para Inflamações Cutâneas
Esta compressa é tradicionalmente usada para aliviar inflamações da pele, eczema e feridas superficiais, aproveitando a ação adstringente e anti-inflamatória atribuída à planta. Prepare uma infusão forte com 2 colheres de sopa da parte aérea seca para 200 ml de água fervente, deixe esfriar, coe e embeba uma gaze ou um pano limpo no líquido, aplicando-o sobre a área afetada de 2 a 3 vezes ao dia.
Use sempre material limpo e um preparo feito no mesmo dia, sem aplicar sobre feridas profundas, infeccionadas ou com secreção, que precisam de avaliação médica, e interrompa o uso se surgir vermelhidão, coceira ou ardor na região.
Infusão Tradicional para Diarreia
Esta infusão é tradicionalmente usada para diarreia leve e catarro intestinal, associação que a tradição atribui à alta concentração de taninos, de ação adstringente sobre o trato gastrointestinal. O preparo segue o modelo de um chá comum, em que a parte aérea seca é colocada em água fervente, o recipiente fica tampado por alguns minutos e o líquido é coado e bebido morno.
Como faltam dados de segurança para uso interno prolongado, a quantidade de erva, o número de xícaras por dia e a duração do uso não devem ser definidos por conta própria, então consulte um profissional de saúde. Diarreia persistente, com sangue ou febre, e qualquer quadro em crianças, gestantes ou idosos pede avaliação médica pelo risco de desidratação, e o uso contínuo deve ser evitado, porque os taninos podem causar prisão de ventre e reduzir a absorção de ferro.
As preparações acima seguem registros tradicionais e não substituem orientação profissional. Antes de qualquer uso interno, consulte as contraindicações e interações descritas neste artigo.
Terapias Associadas à Salgueirinha
Fitoterapia Ocidental
Na fitoterapia ocidental, a salgueirinha é um remédio popular para uma gama variada de queixas, que inclui problemas digestivos, inflamações e distúrbios nervosos, e costuma aparecer na forma de infusões, tinturas e extratos padronizados. A planta é valorizada sobretudo pelas propriedades adstringentes e anti-inflamatórias, mas, ao contrário do que afirmam algumas fontes de divulgação, sua segurança e sua eficácia não estão bem documentadas em ensaios clínicos, o que pede cautela no autocuidado e uso apenas complementar, com acompanhamento profissional.
Abordagens Integrativas
Em uma abordagem integrativa, a salgueirinha entra como complemento e nunca como substituta de diagnóstico ou de tratamento médico, sobretudo em diarreias persistentes, infecções e feridas extensas. Os registros tradicionais a associam a cuidados com a pele por meio de compressas e cataplasmas e a combinações com outras ervas em xaropes de inverno, práticas que devem ser conduzidas por profissional habilitado e atento às interações descritas na seção de contraindicações.
Contraindicações e Efeitos Colaterais da Salgueirinha
Considerações Gerais
Faltam estudos clínicos que definam doses seguras da salgueirinha, por isso o uso interno deve ser sempre orientado por um profissional de saúde. A planta contém taninos e flavonoides que podem interagir com certos medicamentos, e essa precaução vale especialmente para quem tem doenças crônicas ou toma remédios de forma contínua, já que interações e efeitos adversos são mais fáceis de evitar do que de corrigir.
Taninos, Ferro e Prisão de Ventre
A salgueirinha é rica em taninos, que podem reduzir a absorção de ferro de outros alimentos, o que pede cautela em quem tem anemia por falta de ferro, e que podem causar prisão de ventre em uso prolongado. Quem faz reposição de ferro ou tem tendência a intestino preso deve conversar com o médico antes de usar a planta e evitar tomá-la junto das refeições ricas nesse mineral.
Gravidez, Lactação e Crianças
Por estar sem dados de segurança para uso medicinal na gravidez e na lactação, a salgueirinha deve ser evitada por gestantes e lactantes, inclusive na forma de chás e tinturas. Também não há estudos em crianças, e o uso interno nessa faixa etária não deve ocorrer sem orientação do pediatra, até porque a diarreia infantil exige avaliação médica pelo risco de desidratação.
Interações Medicamentosas
Como estudos em ratos observaram redução da glicemia com extratos da planta, quem usa hipoglicemiantes orais ou insulina deve evitar a combinação sem acompanhamento médico, pelo risco teórico de queda excessiva do açúcar no sangue. Os taninos também podem se ligar a medicamentos e suplementos tomados por via oral, como os de ferro, e reduzir sua absorção, e pessoas em uso de anticoagulantes, antidepressivos ou sedativos, ou que pensam em usar a planta para ansiedade, devem informar o médico antes de qualquer associação, já que não existem estudos de interação com essas classes de remédios.
Alergias
Pessoas com alergia conhecida a plantas da família Lythraceae devem evitar a salgueirinha, já que as reações podem variar de leves a graves e incluir erupções na pele, coceira ou dificuldade para respirar. Diante de sensibilidade prévia a plantas, o mais prudente é procurar um alergologista antes do uso, e qualquer sinal de falta de ar exige atendimento imediato.
Risco de Confusão na Coleta
As espigas magenta da salgueirinha lembram as de Chamaenerion e Epilobium (epilóbio), plantas de gêneros diferentes e de outra família, as Onagraceae, cujas flores têm quatro pétalas, enquanto as da salgueirinha costumam ter seis. Quem coleta a planta na natureza deve confirmar a identificação botânica antes de qualquer uso, de preferência com a ajuda de um especialista.
Curiosidades e Fatos Históricos da Salgueirinha
Etimologia do Nome
O nome do gênero, Lythrum, deriva do grego lythron, que significa sangue, em referência à cor púrpura e avermelhada das flores de algumas espécies do grupo, e a associação pode estar ligada também ao uso tradicional da planta para estancar hemorragias. O epíteto salicaria alude às folhas estreitas, parecidas com as do salgueiro (Salix), semelhança que também explica o nome popular salgueirinha e mostra como os antigos botânicos observavam as características visuais da planta.
Flores de Três Formas e o Interesse de Darwin
A salgueirinha é uma espécie tristílica, ou seja, suas populações têm três tipos de flor que diferem no comprimento dos estiletes e dos estames, um arranjo que favorece a polinização cruzada. Charles Darwin estudou esse fenômeno em detalhe na planta, que até hoje serve de modelo em pesquisas sobre a evolução dos sistemas reprodutivos dos vegetais.
Fitorremediação
A salgueirinha é estudada em projetos de fitorremediação pela capacidade de remover PCBs (bifenilas policloradas) e o excesso de fósforo e nitrogênio de águas e solos contaminados. Essa habilidade de absorver e acumular poluentes faz da planta uma ferramenta de interesse na recuperação ambiental, uma abordagem ecológica para descontaminar ecossistemas afetados por atividades humanas.
Importância para Polinizadores
A espécie atrai abelhas e outros insetos benéficos, e sua floração tardia, no fim da estação quente, oferece néctar e pólen numa época em que os polinizadores se preparam para o inverno. Nos Estados Unidos, essa abundância levou muitos apicultores a considerá-la uma planta nativa, e nas regiões onde ela de fato é nativa a salgueirinha contribui para a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas locais.
Espécie Invasora na América do Norte
Fora de sua área de origem, sobretudo na América do Norte, a salgueirinha é classificada como espécie invasora, capaz de formar maciços densos em áreas úmidas e à beira de estradas, o que gera controvérsia sobre seu cultivo e até sobre a coleta para uso medicinal nessas regiões.
Salgueirinha, Epilóbio e Lisimáquia
Além da semelhança visual com o epilóbio, a salgueirinha pode ser confundida pelo nome com as lisimáquias verdadeiras, do gênero Lysimachia e da família Primulaceae, porque é chamada de lisimáquia-roxa em Portugal e de purple loosestrife em inglês, termo que lembra o yellow loosestrife (Lysimachia vulgaris). São plantas de famílias distintas, e a distinção importa para quem busca informações sobre usos e segurança de cada uma delas.
Perguntas Frequentes sobre a Salgueirinha
A Salgueirinha É Segura para Consumo?
Não há estudos clínicos que definam doses seguras da salgueirinha, e por isso o uso interno deve ser orientado por um profissional de saúde. Essa orientação é ainda mais importante para gestantes, lactantes, crianças, pessoas com anemia por falta de ferro e quem toma medicamentos de uso contínuo, como os hipoglicemiantes. Em uso prolongado, os taninos da planta também podem causar prisão de ventre.
Quais São os Principais Usos Tradicionais da Salgueirinha?
A tradição europeia emprega a salgueirinha sobretudo como adstringente, em casos de diarreia, disenteria e catarro intestinal, e em compressas para inflamações e feridas superficiais da pele. Estudos de laboratório e em animais investigam ações anti-inflamatória, antioxidante e antimicrobiana, mas esses resultados ainda não foram confirmados em ensaios clínicos que autorizem indicações de uso.
Como Preparar o Chá de Salgueirinha?
O chá é uma infusão simples da parte aérea seca em água fervente, mantida tampada por alguns minutos e depois coada. A quantidade de erva, o número de xícaras por dia e o tempo de uso devem ser definidos com um profissional de saúde, porque faltam dados de segurança para uso interno prolongado. Um pouco de mel ou de limão pode suavizar o sabor adstringente da bebida.
A Salgueirinha Interfere na Absorção de Ferro?
Sim, a planta é rica em taninos, que podem reduzir a absorção de ferro de outros alimentos. Por isso, quem tem anemia por falta de ferro ou faz reposição desse mineral deve ter cautela e conversar com o médico antes de usar a salgueirinha, evitando tomá-la junto das refeições.
Gestantes e Lactantes Podem Usar a Salgueirinha?
O uso não é recomendado, porque a salgueirinha segue sem dados de segurança para uso medicinal na gravidez e na lactação, e por isso deve ser evitada nesses períodos, mesmo na forma de chá. Qualquer planta medicinal durante a gestação ou a amamentação só deve ser considerada com orientação médica.
Como Distinguir a Salgueirinha do Epilóbio e da Lisimáquia?
As espigas magenta da salgueirinha lembram as de Chamaenerion e Epilobium (epilóbio), mas essas plantas pertencem à família Onagraceae e têm flores de quatro pétalas, enquanto as da salgueirinha costumam ter seis. Já as lisimáquias verdadeiras, do gênero Lysimachia, são de outra família e só se aproximam da salgueirinha pelo nome popular, por isso a identificação botânica deve ser confirmada antes de qualquer uso.
Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação de profissional de saúde. Consulte um médico ou fitoterapeuta antes de usar plantas medicinais, especialmente na gravidez, na lactação ou em uso de medicamentos.
Como citar este artigo
NATUGREENS. Salgueirinha (Lythrum salicaria): Propriedades e Benefícios. Natugreens, 3 nov. 2026. Disponível em: https://natugreens.com/pt/lythrum-salicaria-salgueirinha/. Acesso em: 5 nov. 2026.
Natugreens. (2026). Salgueirinha (Lythrum salicaria): Propriedades e Benefícios. Natugreens. https://natugreens.com/pt/lythrum-salicaria-salgueirinha/
Referências e Estudos Científicos
- PMC2015 Piwowarski JP, et al. Lythrum salicaria L.-Underestimated medicinal plant from European traditional medicine. A review. J Ethnopharmacol. 2015.
- PMC2016 Vafi F, et al. Burn wound healing activity of Lythrum salicaria L. and Hypericum scabrum L.. Wounds. 2016.
- PMC2020 Granica S, et al. Lythrum salicaria Ellagitannins Stimulate IPEC-J2 Cells Monolayer Formation and Inhibit Enteropathogenic Escherichia coli Growth and Adhesion. J Nat Prod. 2020.
- PMC2025 Usatiuc LO, et al. Therapeutic Potential of Lythrum salicaria L. Ethanol Extract in Experimental Rat Models of Streptozotocin-Induced Diabetes Mellitus and Letrozole-Induced Polycystic Ovary Syndrome. Antioxidants (Basel). 2025.
- PMC2025 Virchea LI, et al. Assessment of Purple Loosestrife (Lythrum salicaria L.) Extracts from Wild Flora of Transylvania: Phenolic Profile, Antioxidant Activity, In Vivo Toxicity, and Gene Expression Variegation Studies. Pharmaceutics. 2025.
