Caqui (Diospyros kaki): Propriedades e Benefícios

18 Min de Leitura
🥈 5 Referências
Publicado em

Diospyros kaki Thunb. / Caqui, conhecido no Brasil como caqui e em Portugal como dióspiro, é a espécie mais cultivada do gênero Diospyros, que pertence à família Ebenaceae. Originário da Ásia Oriental, em especial da China, onde é cultivado há mais de dois mil anos, o caqui se espalhou por diversas regiões do mundo, entre elas Coreia, Japão, Brasil, Turquia e Itália, levado tanto pelo sabor dos frutos quanto pelo lugar que ocupa nas medicinas tradicionais. A árvore, chamada de caquizeiro, produz um fruto de cor vibrante e textura suculenta, apreciado pelo valor nutricional e pelas aplicações que a medicina popular asiática lhe atribui há séculos.

Caqui (Diospyros kaki) em ilustração botânica no estilo das enciclopédias do século XIX, com fruto maduro laranja, sépalas verdes persistentes e corte transversal que mostra a polpa e as sementes do caqui.
Fruto maduro do caqui, uma baga alaranjada de casca lisa e brilhante, coroada por um cálice persistente de quatro sépalas verdes.

Na medicina tradicional asiática, as folhas e os frutos do caqui são empregados há muito tempo em uma ampla variedade de condições, e a pesquisa científica moderna vem investigando esses usos ao descrever um perfil fitoquímico rico em compostos bioativos. Estudos de laboratório e com animais apontam atividade antioxidante, anti-inflamatória e hipoglicemiante, resultados que ainda dependem de confirmação em pessoas, mas que ajudam a explicar por que o caqui desperta interesse tanto como planta medicinal quanto como alimento funcional.

Nomes Populares e Internacionais do Caqui

Os nomes do caqui variam bastante de um país para outro, e vários deles derivam da palavra japonesa kaki, que também deu origem ao epíteto científico da espécie.

  • Alemão: Kaki, Kakibaum, Kakipflaume.
  • Espanhol: caqui, palosanto, persimón.
  • Francês: figue caque, kaki, plaqueminier.
  • Inglês: Japanese persimmon, oriental persimmon, persimmon.
  • Italiano: cachi, diospiro, loto del Giappone.
  • Português: caqui, caquizeiro (a árvore), dióspiro.

Sinônimos Botânicos do Caqui

Ao longo do século XIX, botânicos descreveram a espécie sob outros nomes científicos, hoje tratados como sinônimos de Diospyros kaki: Diospyros chinensis Blume, Diospyros costata Carrière, Diospyros roxburghii Carrière e Diospyros schi-tse Bunge.

Família Botânica: Ebenaceae

A família Ebenaceae reúne árvores e arbustos, muitas vezes de madeira escura e densa, como o ébano, e tem no gênero Diospyros seu grupo mais representativo, com mais de 700 espécies distribuídas sobretudo em regiões tropicais e subtropicais. As plantas dessa família são conhecidas pelos frutos comestíveis e pela presença de taninos, responsáveis pela adstringência de muitas espécies, e o caqui, com frutos doces e por vezes adstringentes, é o exemplo mais conhecido da importância econômica e cultural do grupo.

Partes Utilizadas do Caqui

A tradição aproveita quase toda a planta, embora o fruto e as folhas concentrem a maior parte do uso popular e da pesquisa científica.

  • Cascas
  • Folhas
  • Frutos
  • Raízes
  • Sementes

Usos Etnobotânicos e Tradicionais do Caqui

Os registros etnobotânicos, sobretudo da China, da Coreia e do Japão, citam o emprego de folhas, frutos e outras partes do caqui nas condições listadas abaixo. Trata-se de usos populares, e não de indicações com eficácia comprovada, e nenhum deles substitui diagnóstico ou acompanhamento médico, principalmente em quadros graves como acidente vascular cerebral, angina e hemorragia.

  • Acidente vascular cerebral isquêmico
  • Angina
  • Asma
  • Aterosclerose
  • Bronquite crônica
  • Dermatite
  • Diabetes
  • Doenças infecciosas
  • Hemorragia interna
  • Hipertensão
  • Prisão de ventre
  • Úlceras crônicas

Propriedades Terapêuticas do Caqui

As propriedades abaixo foram descritas em estudos de laboratório e com animais, além de revisões da literatura sobre frutos e folhas, e a maior parte delas ainda não foi confirmada em ensaios clínicos com pessoas.

  • Antibacteriano (atividade contra bactérias observada em laboratório)
  • Anti-inflamatório (redução de marcadores inflamatórios em células e em animais)
  • Antimelanogênico (inibição da produção de melanina em culturas de células)
  • Antimutagênico (redução de mutações em testes de laboratório)
  • Antioxidante (neutralização de radicais livres medida em laboratório)
  • Antiproliferativo (atividade observada em estudos de laboratório, sem comprovação clínica)
  • Antitrombótico (inibição da formação de trombos em estudos experimentais)
  • Hemostático (emprego tradicional em sangramentos, sem comprovação clínica)
  • Hipoglicemiante (redução da glicemia em estudos com animais, sem confirmação em humanos)
  • Hipolipidêmico (redução de lipídios sanguíneos em estudos com animais)
  • Neuroprotetor (proteção de células nervosas em modelos experimentais)

Perfil Fitoquímico Detalhado do Caqui

Os compostos abaixo foram identificados em diferentes partes da planta, principalmente nos frutos e nas folhas, e a concentração de cada um varia conforme a variedade, o grau de maturação e a forma de processamento.

  • Ácido clorogênico
  • Ácido cumárico
  • Ácido ferúlico
  • Ácido gálico
  • Ácido protocatecuico
  • Ácido vanílico
  • Antocianidinas (cianidina, delfinidina, malvidina, pelargonidina, peonidina, petunidina)
  • Carotenoides (alfa-caroteno, beta-caroteno, beta-criptoxantina)
  • Catequinas (catequina, epicatequina, epigalocatequina, galocatequina)
  • Flavonoides (apigenina, crisantemina, flavanonas, flavonóis, glicosídeos de kaempferol, glicosídeos de quercetina, luteolina)
  • Proantocianidinas
  • Taninos (condensados, hidrolisáveis)
  • Terpenoides
  • Vitamina C

Formas de Preparo e Administração do Caqui

O fruto entra na alimentação fresco ou seco, enquanto folhas, cascas, raízes e sementes aparecem em preparações tradicionais e em produtos industrializados, cuja qualidade e concentração variam muito de um fabricante para outro.

  • Cápsulas
  • Chá (infusão das folhas)
  • Decocção (cascas e raízes)
  • Extratos
  • Fruto fresco
  • Fruto seco
  • Pó
  • Tintura

Sinergia com Outras Plantas Medicinais

As associações a seguir aparecem em registros tradicionais e em textos de fitoterapia, mas nenhuma delas foi avaliada como combinação em ensaios clínicos, e quem usa medicamentos de uso contínuo deve conversar com um profissional de saúde antes de juntar plantas.

Coração e Circulação

Na fitoterapia popular, o caqui costuma ser associado a plantas ricas em flavonoides e antioxidantes, como o chá verde (Camellia sinensis) e o espinheiro-alvar (Crataegus monogyna), em preparações tradicionalmente usadas para a saúde cardiovascular. Os taninos e as proantocianidinas do caqui, ao lado das catequinas do chá verde, são investigados em estudos experimentais pela possível influência sobre o colesterol e a função endotelial, mas esses resultados não autorizam apresentar a combinação como forma de evitar doenças cardiovasculares ou aterosclerose, e o espinheiro-alvar pode somar efeito a medicamentos para o coração e para a pressão.

Associações Tradicionais Ligadas à Glicemia

Em registros de fitoterapia popular, o caqui aparece ao lado da canela (Cinnamomum verum) e da gymnema (Gymnema sylvestre), duas plantas que também são estudadas pela ação sobre o metabolismo da glicose. Os flavonoides do caqui, os polifenóis da canela e os ácidos gimnêmicos da gymnema vêm sendo investigados em estudos com animais e em ensaios pequenos, sem conclusão firme sobre o efeito em pessoas com diabetes tipo 2, e a soma de várias plantas com possível ação hipoglicemiante pode potencializar os medicamentos para diabetes, motivo pelo qual essa associação exige acompanhamento profissional.

Suporte Antioxidante

A combinação do caqui com frutas como a romã (Punica granatum) e o açaí (Euterpe oleracea) é tradicionalmente usada para diversificar a oferta de antioxidantes na dieta. Os carotenoides, as antocianidinas e a vitamina C do caqui somam-se aos polifenóis e às antocianinas dessas frutas, e a capacidade antioxidante desses compostos já foi medida em laboratório, embora o benefício prático dessa soma para o envelhecimento saudável ou para a saúde geral ainda não tenha sido avaliado em estudos com pessoas.

Receitas e Protocolos de Uso do Caqui

Chá de Folhas de Caqui

Na China, na Coreia e no Japão, o chá de folhas de caqui é tradicionalmente usado como bebida do dia a dia e, na medicina popular, associado à pressão arterial elevada. Estudos experimentais investigam um efeito hipotensor das folhas, mas esse efeito não está estabelecido em pessoas, e o chá não substitui os medicamentos nem o acompanhamento médico de quem tem pressão alta.

Ingredientes: 1 colher de sopa de folhas secas de caqui e 250 ml de água fervente.

Preparo: Despeje a água fervente sobre as folhas, tampe e deixe em infusão por 10 a 15 minutos, depois coe e beba morno. A tradição oriental consome a bebida em quantidade moderada ao longo do dia, mas quem tem pressão baixa ou usa anti-hipertensivos, anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários deve consultar um profissional de saúde antes de adotar o chá com regularidade.

Decocção da Casca em Queixas Digestivas

Na medicina tradicional, a decocção da casca seca do caqui é empregada em queixas digestivas como diarreia e dispepsia, uso que a tradição atribui à adstringência e à ação anti-inflamatória dos taninos. Não há dados de segurança suficientes sobre esse preparo, e por isso a quantidade e a frequência de consumo devem ser definidas com um profissional de saúde.

Ingredientes: Uma pequena porção de casca seca de caqui e 500 ml de água.

Preparo: Coloque a casca e a água em uma panela, leve ao fogo e, depois que ferver, cozinhe em fogo baixo por cerca de 20 minutos. Coe e deixe amornar antes de consumir na quantidade orientada pelo profissional. Por ser rica em taninos, essa decocção deve ser evitada por quem tem prisão de ventre, histórico de bezoar ou faz reposição de ferro.

Extrato Fresco do Fruto Maduro

O extrato fresco de caqui é tradicionalmente usado como fonte de carotenoides e vitamina C na alimentação, e o preparo aproveita a polpa de frutos bem maduros, que concentram menos taninos solúveis do que os verdes.

Ingredientes: Frutos frescos de caqui bem maduros.

Preparo: Lave os frutos, corte em pedaços e retire as sementes, depois bata no liquidificador até obter uma pasta homogênea e coe o suco em um pano fino. A porção tradicional é de 30 a 50 ml do extrato fresco por dia, dentro de uma alimentação variada.

Pó de Sementes de Caqui

O pó das sementes de caqui aparece em receitas caseiras ligadas à glicemia, e estudos preliminares investigam essa possível ação, ainda sem confirmação em humanos. Como não existem dados de segurança sobre o consumo regular das sementes, a quantidade deve ser definida com um profissional de saúde, sobretudo por quem usa hipoglicemiantes.

Ingredientes: Sementes secas de caqui.

Preparo: Retire as sementes de frutos maduros, lave e seque completamente ao sol ou em desidratador, depois moa até obter um pó fino e guarde em recipiente hermético. Se o profissional de saúde aprovar o uso, o pó pode ser misturado em água ou suco, na quantidade e na frequência que ele orientar.

As preparações acima seguem registros tradicionais e não substituem orientação profissional. Antes de qualquer uso interno, consulte as contraindicações e interações descritas neste artigo.

Terapias Associadas ao Caqui

Fitoterapia

Na fitoterapia, o caqui é valorizado pelas diversas partes que a tradição emprega: as folhas aparecem em infusões tradicionalmente associadas à hipertensão e à aterosclerose, usos que a pesquisa ainda investiga, enquanto os frutos são consumidos pelo teor de antioxidantes e fibras. Extratos padronizados de folha vêm sendo estudados como ingredientes de formulações voltadas ao metabolismo da glicose e à saúde cardiovascular, mas a eficácia dessas formulações em pessoas ainda depende de ensaios clínicos mais robustos, e o uso deve ser orientado por profissional habilitado.

Nutrição Funcional

O caqui é considerado um alimento funcional pela composição nutricional e fitoquímica, e entra em planos alimentares voltados à saúde cardiovascular e ao aporte de antioxidantes. Para pessoas com diabetes, a nutrição funcional inclui o fruto com atenção à porção, já que ele contém açúcares naturais, e o aproveita em estratégias alimentares que buscam não só atender às necessidades básicas, mas também apoiar de forma complementar o cuidado com doenças crônicas, sem substituir o acompanhamento médico.

Medicina Tradicional Chinesa (MTC)

Na MTC, as folhas do caqui, conhecidas como Shi Ye, têm longa história de uso, e os registros tradicionais citam seu emprego em quadros como acidente vascular cerebral isquêmico, angina, hemorragia interna e hipertensão, condições que hoje exigem acompanhamento médico. A MTC descreve as folhas como adstringentes e refrescantes, associadas ao equilíbrio do Qi e do sangue e ao sistema cardiovascular, em uma leitura holística dos efeitos sobre o corpo que não equivale a comprovação científica.

Contraindicações e Efeitos Colaterais do Caqui

Contraindicações Gerais

O consumo excessivo de caqui pode levar à formação de fitobezoar (diospirobezoar), uma massa endurecida que se forma no estômago ou no intestino e pode causar obstrução, risco que aumenta sobretudo com frutos adstringentes ou imaturos e com o consumo em jejum prolongado. O risco é maior em quem já fez cirurgia gástrica, tem gastroparesia ou diabetes, e também pede cuidado de quem tem úlceras ou outros problemas digestivos, que deve consumir o fruto com moderação. Pessoas com alergia conhecida ao caqui ou a outros frutos da família Ebenaceae devem evitá-lo.

Os taninos do caqui reduzem a absorção de ferro de outros alimentos na mesma refeição, o que merece atenção de quem tem anemia por falta de ferro ou faz reposição desse mineral. Gestantes, lactantes e crianças devem consultar um profissional de saúde antes de usar extratos, chás de folha, pó de sementes ou suplementos de caqui, porque faltam estudos conclusivos sobre a segurança dessas preparações nesses grupos.

Efeitos Colaterais Comuns

Os efeitos colaterais do caqui costumam ser leves e estão ligados principalmente ao teor de taninos do fruto. O consumo excessivo pode causar prisão de ventre, sobretudo com frutos imaturos ou de variedades adstringentes, e algumas pessoas relatam desconforto gástrico, náuseas ou indigestão, além da sensação de boca seca ou áspera provocada pela adstringência. Esses efeitos em geral são passageiros e podem ser reduzidos com a escolha de frutos bem maduros, consumidos em quantidade moderada.

Interações Medicamentosas

Como estudos com animais apontam um possível efeito hipoglicemiante, o caqui, em especial na forma de extratos, chás de folha ou pó de sementes, pode somar efeito aos medicamentos para diabetes e favorecer a hipoglicemia, de modo que pessoas com diabetes devem monitorar a glicose com atenção e conversar com o médico antes do uso regular. O chá de folha de caqui tem efeito hipotensor em estudo, o que não deve ser tomado como fato estabelecido nem como substituto do tratamento para pressão alta, mas justifica cautela em quem usa anti-hipertensivos.

A atividade antitrombótica descrita para as folhas em estudos experimentais também pede orientação médica para quem usa anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, e os taninos podem reduzir a absorção de alguns medicamentos e nutrientes, como o ferro, motivo pelo qual se recomenda um intervalo entre o consumo do fruto e o uso de remédios. Consultar um profissional de saúde é fundamental para evitar interações adversas.

Curiosidades e Fatos Históricos do Caqui

Fruto dos Deuses

O nome do gênero Diospyros, adotado por Lineu no século XVIII, vem do grego dios, divino ou relativo a Zeus, e pyros, trigo ou grão, e costuma ser traduzido como alimento dos deuses. A designação vale para todo o gênero, mas combina bem com o caqui, cujo sabor e qualidades nutricionais lhe deram lugar de prestígio em muitas culturas, e a presença do fruto em lendas e tradições asiáticas reforça essa aura quase sagrada.

Uma Descrição Botânica do Século XVIII

A primeira descrição botânica do caqui foi publicada em 1780 pelo botânico sueco Carl Peter Thunberg, discípulo de Lineu, que poucos anos antes havia estudado a flora do Japão durante sua estada no entreposto holandês de Dejima. Àquela altura, a espécie já era cultivada havia mais de dois milênios na China, e só depois de muito tempo se espalhou por países distantes da Ásia Oriental, como Brasil, Turquia e Itália.

Variedades e Adstringência

Existem centenas de variedades de caqui, classificadas principalmente pela adstringência: as adstringentes, como a ‘Hachiya’, contêm altos níveis de taninos solúveis, que deixam o fruto travoso enquanto ele não está completamente maduro e só perdem esse efeito com a maturação plena, quando os taninos se tornam insolúveis. Já as variedades não adstringentes, como a ‘Fuyu’, podem ser consumidas mesmo firmes, porque perdem a adstringência naturalmente ainda na árvore, e essa diversidade permite uma ampla gama de usos culinários e preferências de consumo.

Longevidade da Árvore

O caquizeiro é conhecido pela longevidade, podendo viver mais de cem anos sem deixar de produzir frutos, característica que o torna valioso em pomares e jardins. Além da produção, a árvore tem beleza ornamental, sobretudo no outono, quando as folhas ganham tons vibrantes de vermelho e laranja, e sua resistência e capacidade de adaptação a diferentes climas ajudam a explicar a popularidade que alcançou no mundo todo.

Perguntas Frequentes sobre o Caqui

Pessoas com Diabetes Podem Comer Caqui?

O caqui é rico em fibras, e estudos com animais investigam compostos do fruto e das folhas pela possível ação sobre a glicemia, mas esse efeito não foi confirmado em pessoas e não deve ser visto como forma de controlar o diabetes. Como o fruto também contém açúcares naturais, quem tem diabetes deve consumi-lo com moderação, monitorar a glicemia e lembrar que esse grupo tem risco maior de fitobezoar quando o consumo é excessivo. Um profissional de saúde pode orientar a porção adequada dentro do plano alimentar.

Como Escolher um Caqui Maduro?

Nas variedades adstringentes, como a ‘Hachiya’, o caqui deve estar muito macio ao toque, quase gelatinoso, sinal de que a adstringência desapareceu. Nas não adstringentes, como a ‘Fuyu’, o fruto deve estar firme, com casca lisa e brilhante e cor laranja intensa, e em ambos os casos a cor uniforme e a ausência de manchas escuras indicam boa qualidade.

Qual a Diferença entre o Caqui e o Sharon Fruit?

Sharon Fruit é o nome comercial dado aos frutos da cultivar ‘Triumph’ produzidos em Israel, que pertencem à mesma espécie, Diospyros kaki. Embora a ‘Triumph’ seja naturalmente adstringente, os frutos passam por um tratamento após a colheita que remove a adstringência, e por isso chegam ao mercado sem sementes, com sabor suave e prontos para comer ainda firmes.

É Possível Comer a Casca do Caqui?

A casca do caqui é comestível e rica em fibras e antioxidantes, embora algumas pessoas prefiram descascar o fruto por causa da textura ou de uma leve adstringência residual, mais comum em variedades adstringentes que não amadureceram por completo. Antes de consumir a casca, lave bem o fruto em água corrente.

O Caqui Ajuda na Perda de Peso?

O caqui tem valor calórico moderado e é rico em fibras e água, o que contribui para a sensação de saciedade e para o bom funcionamento intestinal quando o fruto está bem maduro. Por isso, pode fazer parte de uma dieta equilibrada voltada ao controle do peso, mas não emagrece por si só e deve ser consumido com moderação, dentro de um plano alimentar saudável.

Comer Muito Caqui Pode Causar Obstrução Intestinal?

Sim, o consumo excessivo de caqui pode levar à formação de fitobezoar (diospirobezoar), uma massa endurecida que se forma no estômago ou no intestino a partir dos taninos e das fibras do fruto e que, em alguns casos, causa obstrução. O risco aumenta com frutos adstringentes ou imaturos, com o consumo em jejum prolongado e em quem já fez cirurgia gástrica, tem gastroparesia ou diabetes. Dor abdominal persistente, vômitos ou sensação de estômago cheio depois de comer caqui pedem avaliação médica.

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação de profissional de saúde. Consulte um médico ou fitoterapeuta antes de usar plantas medicinais, especialmente na gravidez, na lactação ou em uso de medicamentos.

Referências e Estudos Científicos

5 Referências Citadas

Nível de Evidência: 🥈 Moderado

Baseado em 5 Referências Citadas (5 Peer-Reviewed).

  1. PMC2015 Butt MS, et al. Persimmon (Diospyros kaki) fruit: hidden phytochemicals and health claims. EXCLI J. 2015.
  2. PMC2021 Direito R, et al. From Diospyros kaki L. (Persimmon) Phytochemical Profile and Health Impact to New Product Perspectives and Waste Valorization. Nutrients. 2021.
  3. PMC2023 Hong C, et al. A Review: Pharmacological Effect of Natural Compounds in Diospyros kaki Leaves from the Perspective of Oxidative Stress. Molecules. 2023.
  4. PMC2021 Kwon J, et al. Chemical Constituents of the Leaves of Diospyros kaki (Persimmon). Plants (Basel). 2021.
  5. PMC2015 Xie C, et al. Persimmon (Diospyros kaki L.) leaves: a review on traditional uses, phytochemistry and pharmacological properties. J Ethnopharmacol. 2015.
Este artigo foi esclarecedor?
O que você achou deste artigo?
Nota média: -
Natugreens

Natugreens

Herbs and Medicinal Teas

A Equipe Editorial da Natugreens reúne profissionais multidisciplinares, com atuação em pesquisa, nutrição e comunicação científica. Nossa missão é oferecer conteúdos claros, responsáveis e baseados em evidências. Cada publicação passa por curadoria e revisão editorial. Assim, garantimos consistência, precisão e transparência nas informações apresentadas.