A Althaea officinalis é uma herbácea perene da família Malvaceae que ocupa um nicho ecológico pouco disputado: sapais salobros, valas costeiras, prados alagadiços e a faixa de transição entre o brejo salgado e a água doce, ambientes em que poucas plantas de folha larga conseguem se estabelecer. Em português a espécie é conhecida como alteia, altéia, malva-branca e malvaísco, e em inglês responde pelo nome de marshmallow, palavra que descreve literalmente o habitat da planta e que acabou batizando um doce inteiro.
A origem natural da espécie cobre um arco amplo do Velho Mundo, da Europa ocidental até a Sibéria central e o oeste do Paquistão, com uma extensão pelo noroeste da África. Nessa área de ocorrência ela se comporta como halófita facultativa, ou seja, tolera concentrações de sal que eliminam a maior parte das ervas competidoras sem depender delas para viver. Essa combinação de tolerância à salinidade, resistência a inundações periódicas e uma raiz pivotante espessa e carnosa explica por que a alteia costuma aparecer em manchas densas justamente onde o solo é encharcado, salobro e instável.
Do ponto de vista botânico, a planta é reconhecível à distância pela pilosidade aveludada de tricomas estrelados que recobre caules e folhas e confere à touceira inteira um tom acinzentado incomum entre as malváceas europeias. Este perfil reúne a classificação confirmada no IPNI e no Plants of the World Online, a morfologia segundo tratamentos florísticos primários, a distribuição documentada, o comportamento agronômico, a fenologia, a composição química descritiva, o registro histórico e a situação de conservação da espécie.
A alteia também é conhecida em português pelos nomes de altéia, malva-branca e malvaísco.

Taxonomia
O binômio Althaea officinalis foi publicado por Carl von Linné no segundo volume de Species Plantarum, página 686, em 1753, e permanece como nome aceito tanto no International Plant Names Index, sob o identificador 558872-1, quanto no Plants of the World Online, do Royal Botanic Gardens Kew. Diferentemente do que ocorre em outros gêneros de Malvaceae, o nome da espécie nunca foi seriamente contestado e atravessou dois séculos e meio de revisões sem mudança de combinação.
- Reino: Plantae
- Divisão: Tracheophyta
- Classe: Magnoliopsida
- Ordem: Malvales
- Família: Malvaceae Juss.
- Subfamília: Malvoideae
- Tribo: Malveae
- Gênero: Althaea L.
- Espécie: Althaea officinalis L., Sp. Pl. 2: 686 (1753)
Sinônimos
O Plants of the World Online reduz à sinonímia de Althaea officinalis um conjunto pequeno de nomes, quase todos publicados no século XIX a partir de populações locais que autores europeus consideraram distintas antes de a variação morfológica da espécie ser bem compreendida:
- Althaea balearica J.J.Rodr.
- Althaea kragujevacensis Pančić
- Althaea sublobata Stokes
- Malva officinalis (L.) K.F.Schimp. & Spenn.
Convém registrar um caso limítrofe frequente na literatura: Althaea taurinensis DC., descrita para o norte da Itália e frequentemente tratada em floras antigas como variedade ou subespécie da alteia, é mantida como espécie autônoma no Plants of the World Online, com distribuição própria da Eslovênia ao Afeganistão. Quem consultar tratamentos regionais mais antigos encontrará o nome grafado como infraespecífico de A. officinalis, e a divergência é de circunscrição, não de identidade do tipo linneano.
Táxons Infraespecíficos
O IPNI registra três nomes infraespecíficos válidos, cuja aceitação varia conforme a flora consultada e que descrevem sobretudo populações do leste europeu e dos Bálcãs:
- Althaea officinalis subsp. micrantha Dostál (1984), de flores menores
- Althaea officinalis subsp. pseudoarmeniaca (Polgár) Kárpáti ex Soó (1973)
- Althaea officinalis var. pseudarmeniaca Polgár (1941), basiônimo da combinação anterior
Etimologia
O nome genérico Althaea vem do grego althaia, ligado ao verbo althainein, que significa curar, e já era aplicado por autores gregos antigos a malváceas mucilaginosas. O epíteto officinalis tem origem no latim officina, o depósito onde os mosteiros medievais guardavam matérias-primas vegetais, e nomeia na tradição lineana as espécies que constavam das listas oficiais das boticas europeias.
Descrição Morfológica
A alteia é uma herbácea perene ereta e robusta, que na maior parte das populações mede de 60 a 150 centímetros de altura e ultrapassa 180 centímetros em solos férteis e permanentemente úmidos. A parte aérea morre no inverno e rebrota na primavera a partir da coroa e das gemas do sistema radicular, hábito que permite à planta atravessar geadas prolongadas e inundações sazonais. O traço morfológico mais imediato é a densa cobertura de tricomas estrelados que reveste toda a planta e produz uma textura aveludada e uma coloração verde-acinzentada uniforme, distinta do verde franco da maioria das malvas europeias.
Folhas
As folhas são alternas, simples, pecioladas e providas de estípulas lineares caducas na base do pecíolo. O limbo varia de ovado a triangular ou quase orbicular, com três a cinco lobos rasos nas folhas inferiores e contorno progressivamente mais estreito e menos lobado em direção ao ápice do caule. As dimensões usuais ficam entre 3 e 10 centímetros de comprimento por 1,5 a 6 centímetros de largura, com margem irregularmente crenada a serrilhada e base cordada ou truncada. Ambas as faces são densamente pubescentes, o que torna a lâmina espessa, macia ao tato e cinzenta contra a luz.
Flores
As flores são hermafroditas e actinomorfas, reunidas em fascículos axilares curtos na metade superior do caule, e raramente se abrem todas ao mesmo tempo, o que estende o período de exibição da touceira. O cálice tem cinco sépalas unidas na base e é precedido por um epicálice de seis a nove bractéolas lineares, caráter diagnóstico que separa a alteia das demais malváceas britânicas e centro-europeias. As cinco pétalas são obcordadas, medem de 1,5 a 2 centímetros e vão do branco ao rosa-pálido, com nervuras mais escuras; a corola aberta alcança de 2,5 a 4 centímetros de diâmetro. Os estames são numerosos e soldados em uma coluna estaminal que envolve o estilete, com anteras de tom purpúreo que contrastam com a pétala clara.
Frutos e Sementes
O fruto é um esquizocarpo discoide e achatado, com até 8 a 10 milímetros de diâmetro, formado por 15 a 40 mericarpos dispostos em anel ao redor de um eixo central. Cada mericarpo é indeiscente, tem dorso arredondado e face lateral plana e encerra uma única semente reniforme de 2 a 3 milímetros, castanho-escura quando madura. O conjunto lembra uma roda de queijo em miniatura, semelhança que rendeu à planta os apelidos ingleses de cheeses e pancake plant nas regiões costeiras da Inglaterra.
Raiz e Caule
Os caules são eretos, cilíndricos, pouco ramificados, endurecidos na base e herbáceos nas porções superiores. Abaixo do solo a planta desenvolve uma raiz pivotante carnosa e cilíndrica, que atinge de 30 a 50 centímetros de comprimento e até 3 centímetros de diâmetro nos exemplares adultos, acompanhada de raízes laterais mais finas. Externamente a raiz tem casca acinzentada a parda e superfície longitudinalmente estriada; internamente é branca, fibrosa e nitidamente mucilaginosa quando fresca, característica que decorre do acúmulo de polissacarídeos hidrossolúveis nos tecidos de reserva.
Distribuição e Habitat
A área nativa da espécie, conforme o Plants of the World Online, estende-se da Europa à Sibéria central e ao oeste do Paquistão, incluindo o noroeste da África. Na Europa a alteia ocorre do sul da Escandinávia ao Mediterrâneo, com presença nativa na Grã-Bretanha e nas Ilhas do Canal; na Irlanda é considerada neófita. Para o leste, a distribuição acompanha as bacias do Cáucaso, da Anatólia e do Irã até a Ásia central.
Fora da área de origem, a espécie está naturalizada em porções do leste da América do Norte, onde o Go Botany a registra como introduzida em Connecticut, Massachusetts e Vermont, associada a marismas e margens de áreas úmidas. Também há populações estabelecidas na Austrália e em pontos da Ásia oriental. Em nenhuma dessas regiões a alteia figura entre as invasoras de manejo prioritário, e seu comportamento é o de uma naturalizada localizada, restrita a habitats úmidos específicos, sem formação de povoamentos agressivos em ambientes secos.
O habitat típico reúne sapais salobros, margens de valas de drenagem costeiras, pastagens sujeitas a intrusão salina, prados úmidos e terrenos baixos periodicamente inundados, geralmente do nível do mar até altitudes moderadas. A planta prospera em solos argilosos a franco-argilosos, férteis, com boa retenção de umidade e reação neutra a levemente alcalina. A tolerância à salinidade moderada explica sua frequência em estuários, enquanto a intolerância documentada ao pastejo e ao corte frequente restringe as populações britânicas a trechos pouco manejados, o que faz da espécie um bom indicador de sapais de transição bem conservados.
Cultivo da Alteia
A alteia é cultivada há séculos na Europa e não apresenta dificuldade agronômica significativa desde que a umidade do solo seja garantida. A propagação por sementes é a via mais usada em escala: a germinação responde bem a temperaturas alternadas entre 20 e 30 graus Celsius com exposição à luz, e trabalhos agronômicos registram ganho de uniformidade quando as sementes recebem escarificação térmica breve antes da semeadura. Plantas oriundas de semente atingem porte adulto no segundo ciclo vegetativo. A divisão de touceiras na primavera ou no outono e a estaquia de segmentos de raiz plantados horizontalmente encurtam esse prazo e mantêm a uniformidade genética de seleções produtivas.
Quanto às exigências, a espécie pede sol pleno a meia-sombra, solo profundo, fértil e úmido, e tolera tanto encharcamento temporário quanto salinidade moderada, o que a torna candidata natural para bordas de lagos, canais e jardins de chuva. Em compensação, solos arenosos e secos reduzem o desenvolvimento da raiz. A rusticidade ao frio é alta e a dormência invernal faz parte do ciclo normal da planta, de modo que climas tropicais de baixa altitude não oferecem as condições de que ela precisa.
Entre os problemas fitossanitários mais registrados na cultura estão a antracnose causada por Colletotrichum malvarum, os coleópteros do gênero Podagrica, que perfuram folhas e pétalas, os pulgões que colonizam brotos jovens e a ferrugem-da-malva, provocada por Puccinia malvacearum, de longe a doença mais destrutiva do grupo, capaz de cobrir a face inferior das folhas com pústulas alaranjadas e desfolhar a planta inteira em anos úmidos. A colheita das raízes é feita no outono do segundo ou terceiro ano, quando o tecido de reserva atingiu volume comercial; o material é lavado, descascado, fatiado e seco em temperatura baixa e à sombra, procedimento padrão de processamento agrícola que preserva a integridade do tecido.
Fenologia
No hemisfério norte a floração vai de julho a setembro, com pico em agosto na maior parte da área de distribuição e concentração em agosto e setembro nas Ilhas Britânicas, onde o verão é mais curto. A frutificação segue de agosto a outubro, e os esquizocarpos amadurecem progressivamente ao longo do caule, na mesma ordem em que as flores se abriram. A parte aérea seca no fim do outono e a planta atravessa o inverno apenas com os órgãos subterrâneos.
A polinização é entomófila e depende sobretudo de abelhas de língua longa. Mamangavas do gênero Bombus são as visitantes mais constantes, acompanhadas de abelhas melíferas, sirfídeos e borboletas, atraídos tanto pelo néctar quanto pelo pólen abundante produzido pela coluna estaminal. A estrutura da flor, com estames expostos e corola aberta, não impõe barreira mecânica aos visitantes, o que amplia o espectro de polinizadores efetivos.
A dispersão ocorre de forma passiva: os mericarpos se destacam do eixo central quando o fruto seca e caem nas imediações da planta-mãe. Como a espécie habita valas, margens de rio e terrenos sujeitos a inundação periódica, o transporte dos mericarpos pela água em episódios de cheia é o mecanismo que melhor explica a distribuição em manchas lineares ao longo de canais e estuários.
Espécies Relacionadas e Confusões
O gênero Althaea é pequeno e restrito à Europa, ao norte da África e à Ásia ocidental e central. A delimitação entre Althaea e Alcea é um dos pontos mais discutidos da tribo Malveae: análises moleculares publicadas a partir de 2009 indicaram que Alcea aparece como irmão das espécies perenes de Althaea e que os caracteres tradicionalmente usados para separar os gêneros, sobretudo o número e o grau de fusão das brácteas do epicálice, evoluíram de maneira altamente homoplásica. A consequência prática é que nomes migraram entre os dois gêneros ao longo do tempo e ainda circulam combinações antigas em catálogos comerciais.
As confusões de campo mais comuns envolvem quatro espécies:
- Alcea rosea L. (malva-rosa): a antiga Althaea rosea das floras oitocentistas é bem mais alta, chega a 250 centímetros, tem flores de 8 a 12 centímetros em vermelho, amarelo, rosa ou púrpura e inflorescência em espiga terminal, enquanto a alteia tem flores menores, sempre brancas a rosa-pálido, em fascículos axilares.
- Althaea cannabina L.: distingue-se de imediato pelas folhas profundamente partidas em segmentos estreitos, de aspecto semelhante ao das folhas de cânhamo, e pela pilosidade bem menos densa.
- Althaea hirsuta L.: espécie anual, de porte muito menor, com pelos longos e rígidos em vez da pubescência aveludada e macia da alteia.
- Malva sylvestris L. (malva-silvestre): apresenta flores róseo-purpúreas com nervuras escuras marcantes, epicálice de apenas três bractéolas e folhagem verde franca, sem o tom acinzentado característico de A. officinalis.
Na prática de campo, a chave mais confiável combina três observações: contar as bractéolas do epicálice, que na alteia são seis a nove; verificar a textura aveludada e uniforme da folhagem; e conferir o habitat, já que nenhuma das espécies acima compartilha a preferência da alteia por solos salobros e encharcados.
Fitoquímica
A característica química que define a espécie é o acúmulo de polissacarídeos hidrossolúveis nas raízes e, em menor proporção, nas folhas e flores. A raiz seca contém tipicamente de 5 a 11 por cento desses polissacarídeos, com valores mais altos relatados em análises isoladas conforme a idade da planta, a época de colheita e o método de extração. O conjunto é heterogêneo e reúne arabinanas, arabinogalactanas, galacturonorramnanas e glucanas, e a caracterização estrutural descreve cadeias principais alternando ácido D-galacturônico ligado em 1 para 4 e L-ramnose ligada em 1 para 2, com ramificações de ácido glucurônico.
Além dos polissacarídeos, a espécie acumula outras classes de metabólitos, distribuídas de forma desigual entre os órgãos:
- Ácidos fenólicos: ácido cafeico, ácido ferúlico e ácido p-cumárico, presentes sobretudo nas partes aéreas.
- Aminoácidos livres: asparagina em concentração elevada na raiz.
- Cumarinas: escopoletina e derivados, em quantidade pequena.
- Flavonoides: derivados glicosilados de canferol e de quercetina, entre eles hiperosídeo, isoquercitrina e tilirosídeo, concentrados nas flores e folhas.
- Fitosteróis e lipídios: beta-sitosterol, lanosterol e ácido láurico, além da lactona altheahexacosanil.
- Taninos e pectinas: taninos condensados em baixa concentração e pectinas de parede celular associadas à fração mucilaginosa.
Amido e sacarose completam o perfil da raiz e respondem por parte expressiva da matéria seca, o que faz do órgão subterrâneo, do ponto de vista bioquímico, um tecido de reserva de dupla natureza, com carboidratos de armazenamento e carboidratos estruturais coexistindo em proporção incomum entre as malváceas.
História e Etnobotânica
A alteia figura entre as plantas de registro escrito mais antigo da Europa e do Oriente Médio. Textos atribuídos à escola hipocrática, no século V antes da era comum, mencionam a raiz da planta no contexto do cuidado de ferimentos, e Dioscórides descreveu a espécie com detalhe em De Materia Medica, no século I. Plínio, o Velho, documentou um uso de outra natureza: em Roma as folhas jovens eram colhidas e consumidas como hortaliça, prática que o autor registrou entre os hábitos alimentares correntes de sua época.
Na Idade Média europeia a raiz constava das listas oficiais das boticas monásticas e dava nome a uma preparação de farmácia, o unguentum althaeae, que aparece em receituários latinos ao lado de outros compostos vegetais do período. A espécie permaneceu monografada nas farmacopeias europeias que se seguiram, e o próprio epíteto officinalis registra essa condição institucional.
O episódio etnobotânico mais conhecido da planta é o que ligou seu nome a uma confeitaria. Relatos históricos atribuem ao Egito antigo uma guloseima elaborada com o extrato mucilaginoso da raiz e mel, reservada às classes dominantes, e no século XIX confeiteiros franceses desenvolveram a pâte de guimauve, que combinava esse mesmo extrato com açúcar e clara de ovo para obter uma massa aerada. A industrialização do doce no século XX substituiu o extrato vegetal por gelatina e amido, de modo que o marshmallow vendido hoje conserva da planta apenas o nome, embora produtores artesanais tenham retomado a formulação original em pequena escala.
Em regiões costeiras da Europa oriental e da Ásia central, registros etnográficos dos séculos XIX e XX documentam ainda o emprego das folhas jovens em preparações alimentares camponesas e o uso das fibras do caule em cordoaria rústica, este último de importância marginal e circunscrito a comunidades ribeirinhas específicas.
Conservação
Na avaliação europeia da Lista Vermelha da IUCN, conduzida em 2013, a Althaea officinalis foi classificada como Pouco Preocupante, categoria que reflete a amplitude da distribuição continental e a estabilidade do conjunto das populações. A espécie não consta dos apêndices da CITES e não está sujeita a restrição de comércio internacional. Convém observar, porém, que a avaliação global agregada esconde quadros regionais bastante diferentes, e que na Grã-Bretanha as populações recuaram desde a década de 1930 a ponto de a planta ser hoje localmente escassa.
As ameaças documentadas concentram-se na degradação do habitat e não na coleta:
- Drenagem de áreas úmidas: a conversão histórica de sapais e prados alagadiços em terreno agrícola é a causa isolada de maior impacto sobre as populações nativas.
- Eutrofização: o enriquecimento de nutrientes nas águas costeiras favorece herbáceas competidoras de crescimento rápido que deslocam a espécie.
- Manejo por pastejo e corte: a intolerância da planta ao pastoreio intenso e à ceifa frequente elimina populações em áreas úmidas exploradas de forma contínua.
- Urbanização costeira: a ocupação de estuários e de faixas litorâneas suprime diretamente os ambientes de transição em que a espécie ocorre.
O cultivo comercial disseminado na Europa central e oriental reduz a pressão sobre as populações silvestres, e as ações de conservação mais eficazes registradas são as de restauração hidrológica de sapais e de moderação do manejo em pastagens costeiras.
Curiosidades
- O nome inglês da planta descreve seu habitat com precisão literal: marsh significa brejo e mallow é malva, de modo que o doce industrial mais vendido do mundo carrega no rótulo o nome de uma erva de sapal salgado europeu.
- A asparagina, primeiro aminoácido isolado de uma fonte vegetal, foi obtida em 1806 a partir do suco de aspargo, e a raiz da alteia figura entre os tecidos vegetais em que ela ocorre em concentração mais alta.
- Os frutos discoides da espécie renderam a ela apelidos populares ingleses como cheeses e pancake plant, referências diretas ao formato de roda achatada do esquizocarpo maduro.
- A intolerância da alteia ao pastejo faz dela um indicador ecológico útil: sua presença em um sapal britânico sinaliza um trecho de transição que escapou do manejo intensivo por tempo suficiente para permitir o estabelecimento da planta.
- A separação entre Althaea e Alcea continua em revisão, e a malva-rosa dos jardins, hoje Alcea rosea, aparece em catálogos e floras antigas como Althaea rosea, o que gera confusão recorrente em listagens de sementes.
Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação de profissional de saúde. Consulte um médico ou fitoterapeuta antes de usar plantas medicinais, especialmente na gravidez, na lactação ou em uso de medicamentos.
Referências e Estudos Científicos
Ver Todas as 10 Referências Citadas
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