Calendula officinalis L. / Calêndula

A Calendula officinalis, popularmente conhecida como calêndula, é uma planta herbácea anual pertencente à família Asteraceae. Originária do sul da Europa e do leste do Mediterrâneo, esta espécie é amplamente cultivada e valorizada por suas reconhecidas propriedades terapêuticas. A calêndula é utilizada há milênios na medicina tradicional, sendo mencionada em textos antigos e empregada na preparação de infusões, extratos e outros produtos fitoterápicos. Suas flores, com pétalas brancas e um centro amarelo proeminente, são colhidas no auge da floração. Na tradição herbária europeia, a calêndula ocupa um lugar de destaque como planta calmante e digestiva, com aplicações que vão do alívio de distúrbios gastrointestinais ao suporte tradicional em estados de ansiedade e insônia. A planta é reconhecida por sua rica composição fitoquímica, especialmente em óleos essenciais como o camazuleno e o alfa-bisabolol, que conferem propriedades anti-inflamatórias e antiespasmódicas, e a pesquisa científica moderna tem validado muitos dos usos tradicionais da calêndula, consolidando sua posição como uma das plantas medicinais mais estudadas e utilizadas globalmente.
Nomes Populares e Internacionais da Calêndula
- Português: belas-noites (PT), boas-noites (PT), bonina (PT), boninas (PT), calêndula, malmequer, maravilha-do-jardim.
- Inglês: common marigold, English marigold, garden marigold, Mary’s gold, poet’s marigold, pot marigold, ruddles, Scotch marigold.
- Espanhol: caléndula, coronilla, flor de muerto, maravilla, mercadela, rosa, rosa amarilla común, virreyna.
- Francês: fleur de calendule, souci officinal.
- Italiano: calendula, fiorrancio coltivato.
- Alemão: garten-ringelblume, ringelblume.
Sinônimos Botânicos da Calêndula
Os sinônimos botânicos de Calendula officinalis L. incluem:
- Calendula aurantiaca Kotschy ex Boiss.
- Calendula eriocarpa DC.
- Calendula hydruntina (Fiori) Lanza
- Calendula prolifera Hort. ex Steud.
- Calendula × santamariae Font Quer
- Caltha officinalis (L.) Moench
Família Botânica: Asteraceae
A Calendula officinalis pertence à família Asteraceae, anteriormente conhecida como Compositae. Essa é uma das maiores famílias de plantas com flores, compreendendo cerca de 1.900 gêneros e mais de 32.000 espécies distribuídas globalmente. A família Asteraceae é caracterizada pela inflorescência em capítulo, onde numerosas flores pequenas estão agrupadas em uma estrutura que simula uma única flor. Plantas de grande importância econômica, alimentar e medicinal, como alface, girassol, alcachofra e a própria calêndula, fazem parte desta família. A calêndula compartilha características morfológicas típicas da família, incluindo flores compostas por flósculos tubulares no disco central e flores liguladas nas margens. A família Asteraceae é conhecida pela produção de compostos bioativos, especialmente lactonas sesquiterpênicas, flavonoides e óleos essenciais, que conferem propriedades medicinais a muitas de suas espécies, e a diversidade química desta família tem sido objeto de intensa pesquisa farmacológica, contribuindo para o desenvolvimento de fitofármacos e suplementos alimentares.
Partes Utilizadas da Calêndula
- Capítulos florais (flores)
- Cataplasma (com folhas ou flores)
- Compressas (com infusão das flores)
- Creme (com extratos das flores)
- Extratos (fluido e seco, geralmente das flores)
- Folhas
- Óleo essencial (extraído das flores)
- Tintura (geralmente das flores)
- Xarope (com flores)
Usos Etnobotânicos e Tradicionais da Calêndula
- Alívio de cólicas intestinais e flatulência.
- Auxílio em distúrbios digestivos e gastrite.
- Cicatrizante para ferimentos, queimaduras, furúnculos, abcessos e irritações.
- Em colírios para problemas oculares.
- Para aliviar dores menstruais.
- Preparação de cataplasmas para arranhões e cortes superficiais.
- Redução de ansiedade e nervosismo.
- Tratamento de gengivite, febre, aftas, cólica menstrual, candidíase e faringite.
- Tratamento de inflamações da pele e mucosa oral.
- Usada em culturas antigas (grega, romana, Oriente Médio, indiana) como erva medicinal, corante para tecidos, alimentos e cosméticos.
- Utilizada na indústria alimentícia para condimentar sopas, ensopados, omeletes, queijos e carne assada.
Propriedades Terapêuticas da Calêndula
- Adstringente (contrai tecidos e vasos sanguíneos)
- Analgésica (uso tradicional para aliviar a dor)
- Anti-inflamatória (efeito estudado na redução de inflamações)
- Antialérgica (efeito estudado na redução de reações alérgicas)
- Antibacteriana (atividade estudada contra bactérias)
- Antiproliferativa (atividade observada em estudos de laboratório, sem comprovação clínica)
- Antifúngica (atividade estudada contra fungos)
- Antioxidante (atividade estudada contra radicais livres)
- Antisséptica (estudado na prevenção do crescimento de microrganismos)
- Antiviral (atividade estudada contra vírus)
- Calmante (proporciona relaxamento)
- Cicatrizante (efeito estudado sobre a cicatrização de feridas)
- Emenagoga (efeito estudado sobre o fluxo menstrual)
- Hepatoprotetora (efeito protetor estudado sobre o fígado)
- Linfagoga (efeito estudado sobre o sistema linfático)
- Neuroprotetora (efeito protetor estudado sobre o sistema nervoso)
- Reguladora de açúcar no sangue (efeito estudado sobre os níveis de glicose)
- Tonificante da pele (efeito estudado sobre o tônus e a elasticidade da pele)
- Vulnerária (efeito estudado sobre a cicatrização de feridas)
Perfil Fitoquímico Detalhado da Calêndula
A Calendula officinalis é rica em uma vasta gama de compostos bioativos que contribuem para suas propriedades terapêuticas. Entre os principais, destacam-se:
- Carotenoides: Incluem flavoxantina, auroxantina, luteína (80%), zeaxantina (5%) e beta-caroteno. Esses pigmentos são responsáveis pela coloração amarela e laranja das flores e atuam como potentes antioxidantes, protegendo as células contra danos oxidativos.
- Cumarinas: Compostos como a umbeliferona, que possui propriedades fotoprotetoras e antioxidantes, contribuindo para a proteção da pele.
- Flavonoides: Quercetina, isorhamnetina e seus glicosídeos são abundantes. Esses compostos exibem atividades antioxidantes e anti-inflamatórias, além de efeitos hipoglicemiante e antiproliferativo observados em estudos de laboratório, atuando em diversas vias biológicas.
- Óleos Essenciais: Contêm sesquiterpenos, como o α-cadinol, que é um dos componentes mais abundantes nas folhas. Outros compostos voláteis presentes conferem o aroma característico da planta e contribuem para suas atividades antimicrobianas.
- Polissacarídeos: Possuem atividade imunoestimulante, auxiliando na modulação da resposta imunológica do organismo.
- Saponinas: Presentes nas flores, estas substâncias possuem atividade hemolítica e contribuem para as propriedades medicinais da planta, incluindo efeitos anti-inflamatórios.
- Terpenoides: Uma classe diversificada de compostos, com destaque para triterpenoides e seus ésteres. Entre eles, estão os glicosídeos triterpênicos tipo oleanano (calendasaponinas A, B, C e D) e álcoois triterpênicos (α-, β-amirinas, faradiol). Esses compostos são cruciais para as atividades anti-inflamatórias, citotóxicas e cicatrizantes da calêndula.
Além desses, esteroides, taninos, ácidos fenólicos, aminoácidos e quinonas também são encontrados. A ação sinérgica desses compostos confere à Calendula officinalis suas diversas propriedades farmacológicas, incluindo ações anti-inflamatórias, antioxidantes, antimicrobianas, cicatrizantes e citotóxicas.
Formas de Preparo e Administração da Calêndula
- Cataplasma: Preparado com folhas ou flores frescas/secas, aplicado diretamente sobre a pele para aliviar inflamações e promover a cicatrização.
- Compressas: Utilizam-se panos embebidos em infusão concentrada de flores de calêndula, aplicados sobre áreas afetadas para reduzir inchaço e irritação.
- Creme: Formulações tópicas contendo extratos de calêndula, usadas para hidratação, cicatrização e tratamento de condições dermatológicas.
- Extrato Fluido: Preparação líquida concentrada, obtida por maceração ou percolação das flores, utilizada em dosagens específicas.
- Extrato Seco: Forma concentrada em pó, resultante da evaporação do solvente de um extrato fluido, frequentemente encapsulado ou incorporado em outras formulações.
- Infusão (Chá): Uma das formas mais comuns de uso. Prepara-se com 1 a 2 colheres de chá de flores secas para 200-250 ml de água fervente, deixando em infusão por 5 a 10 minutos. Pode ser consumida ou usada topicamente.
- Óleo Essencial: Obtido por destilação das flores, é um produto altamente concentrado, usado com cautela e diluído em óleos carreadores para aplicações tópicas.
- Óleo Infundido: Preparado pela maceração de flores secas em um óleo vegetal (como azeite ou jojoba) por várias semanas. Utilizado para massagens e como base para produtos dermatológicos.
- Tintura: Solução alcoólica concentrada das flores, obtida por maceração. A dosagem usual é de 20-30 gotas diluídas em água, 2 a 3 vezes ao dia.
- Xarope: Preparado com infusão concentrada de flores de calêndula e mel, utilizado para aliviar cólicas e desconfortos digestivos, especialmente em crianças acima de 1 ano.
Sinergia com Outras Plantas Medicinais
Combinações Sugeridas com Outras Plantas
A calêndula pode ser combinada com outras plantas medicinais para potencializar seus efeitos terapêuticos. Para otimizar a cicatrização e reduzir a inflamação cutânea, a calêndula sinergiza bem com a camomila (Matricaria chamomilla) e a lavanda (Lavandula angustifolia). Em formulações para a pele, a combinação com aloe vera (Aloe barbadensis miller) pode aumentar a hidratação e a regeneração tecidual. Para o alívio de distúrbios digestivos, a calêndula pode ser associada à hortelã-pimenta (Mentha piperita) ou ao gengibre (Zingiber officinale), que possuem propriedades carminativas e antieméticas. No suporte tradicional à ansiedade e à insônia, a valeriana (Valeriana officinalis) ou a passiflora (Passiflora incarnata) complementam os efeitos calmantes da calêndula, permitindo uma abordagem mais completa para diversas condições de saúde.
Modo de Uso: Receitas e Protocolos de Uso
Compressa para Conjuntivite
Ingredientes: 2 colheres de sopa de flores secas de calêndula, 250 ml de água fervente.
Preparação: Prepare uma infusão concentrada, deixando as flores em infusão por 10 minutos. Coe cuidadosamente e deixe arrefecer até a temperatura ambiente. Embeba compressas de gaze esterilizada na infusão e aplique sobre os olhos fechados durante 10-15 minutos, 2-3 vezes ao dia. Essa preparação alivia a irritação ocular, reduz a inflamação e promove a cicatrização em casos de conjuntivite ligeira; em caso de persistência dos sintomas, consulte um profissional de saúde.
Infusão Calmante e Digestiva
Ingredientes: 1 colher de chá de flores secas de calêndula, 200 ml de água fervente, mel (opcional).
Preparação: Coloque as flores em uma xícara e adicione água acabada de ferver. Tape e deixe em infusão durante 5-7 minutos. Coe e adoce com mel, se desejado. Consuma 1 xícara após as refeições principais para facilitar a digestão, ou 30 minutos antes de deitar para promover o relaxamento e melhorar a qualidade do sono, já que esta infusão é tradicionalmente indicada para o alívio de cólicas intestinais e flatulência.
Óleo de Massagem Anti-Inflamatório
Ingredientes: 5 gotas de óleo essencial de calêndula, 30 ml de óleo vegetal de amêndoas doces ou jojoba.
Preparação: Misture o óleo essencial com o óleo vegetal base em um frasco de vidro escuro e aplique sobre a pele limpa, massageando suavemente as áreas afetadas por inflamação, dores musculares ou articulares. Essa preparação é especialmente útil no tratamento de dores reumáticas, contusões e tensão muscular, mas deve-se evitar a exposição solar após a aplicação.
Tintura para Ansiedade
Ingredientes: 200 g de flores secas de calêndula, 1 litro de álcool a 70%.
Preparação: Coloque as flores em um frasco de vidro e cubra com o álcool. Feche hermeticamente e deixe macerar por 14 dias, agitando diariamente, depois filtre através de um pano fino e armazene em um frasco de vidro escuro. Tome 20-30 gotas diluídas em água, 2-3 vezes ao dia, para o suporte tradicional em estados de ansiedade e nervosismo, sempre consultando um profissional de saúde antes do uso prolongado, já que esta tintura concentra os compostos bioativos da calêndula.
Vapor Facial para Pele Inflamada
Ingredientes: 3 colheres de sopa de flores secas de calêndula, 1 litro de água fervente.
Preparação: Coloque as flores em uma tigela grande e adicione a água fervente. Incline o rosto sobre a tigela, mantendo uma distância segura, e cubra a cabeça com uma toalha para reter o vapor. Permaneça durante 10-15 minutos, respirando profundamente. Esse tratamento auxilia a limpar os poros, reduzir a inflamação cutânea e aliviar sintomas de sinusite e congestão nasal.
Xarope para Cólicas Infantis
Ingredientes: 50 g de flores secas de calêndula, 500 ml de água, 250 g de mel.
Preparação: Prepare uma infusão concentrada com as flores e a água, deixando em infusão por 15 minutos. Coe e adicione o mel, aquecendo suavemente em banho-maria até completa dissolução, e armazene em um frasco de vidro esterilizado na geladeira. Administre 1 colher de chá para crianças acima de 1 ano, 2-3 vezes ao dia, para o alívio de cólicas intestinais e desconforto digestivo, mas não administre a lactentes com menos de 1 ano devido à presença de mel.
As preparações acima seguem registros tradicionais e não substituem orientação profissional. Antes de qualquer uso interno, consulte as contraindicações e interações descritas neste artigo.
Terapias Associadas à Calêndula
Homeopatia
Na homeopatia, a Calendula officinalis é frequentemente utilizada em tinturas-mãe ou diluições no cuidado de feridas, cortes, queimaduras e úlceras, devido às suas propriedades antissépticas e cicatrizantes. É valorizada por sua capacidade de promover a granulação saudável dos tecidos e prevenir infecções, sendo um remédio popular para recuperação pós-cirúrgica e lesões traumáticas.
Fitoterapia
A fitoterapia emprega a calêndula em diversas formas, como infusões, extratos e pomadas, para uma vasta gama de condições. Internamente, é usada para distúrbios digestivos, inflamações da mucosa gástrica e intestinal, e para estimular a função hepática, enquanto externamente é um dos principais remédios para problemas de pele, incluindo eczema, dermatite, assaduras, picadas de insetos e queimaduras solares, aproveitando suas ações anti-inflamatórias, antioxidantes e cicatrizantes.
Florais de Bach
Embora a calêndula não faça parte dos 38 Florais de Bach originais, em sistemas florais contemporâneos e essências vibracionais, a flor de calêndula é associada à comunicação e à expressão. É utilizada para auxiliar indivíduos que têm dificuldade para expressar seus sentimentos ou que precisam de clareza na comunicação, promovendo a escuta ativa e a fala compassiva, e a essência floral de calêndula pode ajudar a suavizar interações e a promover a compreensão mútua.
Contraindicações e Efeitos Colaterais da Calêndula
Alergias
Indivíduos com alergia conhecida a plantas da família Asteraceae/Compositae, como ambrósia, margaridas ou crisântemos, devem evitar o uso de calêndula, pois podem ocorrer reações alérgicas, incluindo dermatite de contato, inchaço e vermelhidão.
Gravidez e Amamentação
Devido à falta de estudos conclusivos sobre a segurança da calêndula durante a gravidez e a amamentação, seu uso é contraindicado para gestantes e lactantes, já que se acredita que a calêndula possa ter efeitos emenagogos capazes de estimular contrações uterinas, representando um risco potencial.
Interações Medicamentosas
A calêndula pode interagir com certos medicamentos. Devido às suas propriedades sedativas leves, pode potencializar os efeitos de sedativos e ansiolíticos, e pessoas em uso de medicamentos anticoagulantes devem ter cautela, pois a calêndula pode ter um leve efeito anticoagulante. É fundamental consultar um profissional de saúde antes de usar calêndula, especialmente se estiver sob medicação ou tiver cirurgia agendada.
Efeitos Colaterais Comuns
Os efeitos colaterais da calêndula são geralmente leves e raros, podendo incluir irritação cutânea em pessoas sensíveis, especialmente com o uso tópico prolongado ou em altas concentrações. Em casos raros, podem ocorrer reações gastrointestinais leves, como náuseas, quando ingerida em grandes quantidades.
Curiosidades e Fatos Históricos da Calêndula
História e Simbolismo
A calêndula possui uma rica história e simbolismo. Na Roma Antiga, era conhecida como Kalendae, referindo-se ao seu florescimento ao longo do ano, especialmente no início de cada mês. O nome popular “Mary’s Gold” (ouro de Maria) foi dado pelos ingleses em homenagem à Virgem Maria, simbolizando pureza e devoção. No simbolismo, a calêndula é frequentemente associada à despedida ou à tristeza da separação, ligada a lendas antigas sobre deuses e transformações, e suas flores vibrantes, que se abrem e fecham com o sol, também a conectam à luz e à renovação.
Uso Culinário e Cosmético
Além de suas aplicações medicinais, a calêndula tem sido amplamente utilizada na culinária e na indústria cosmética. Suas pétalas comestíveis são empregadas para adicionar cor e sabor a saladas, sopas, ensopados, omeletes e queijos, servindo como um substituto acessível e vibrante para o açafrão, enquanto na cosmética os extratos de calêndula são ingredientes populares em cremes, loções e óleos, valorizados por suas propriedades calmantes, hidratantes e regeneradoras da pele. A presença de saponinas, resinas e óleos essenciais contribui para sua eficácia em produtos de beleza.
Cultivo e Sustentabilidade
A calêndula é uma planta anual de fácil cultivo, adaptando-se bem a diversos tipos de solo e climas temperados. É uma excelente opção para jardins, atraindo polinizadores como borboletas e abelhas, e seu cultivo sustentável é incentivado devido sua resistência e baixa necessidade de manutenção, tornando-a uma escolha popular para hortas orgânicas e jardins medicinais. A colheita das flores é simples e pode ser feita regularmente para estimular uma floração contínua, garantindo um suprimento constante para usos medicinais e culinários.
Perguntas Frequentes sobre a Calêndula
A Calêndula Pode Ser Usada por Crianças?
Sim, a calêndula é geralmente considerada segura para uso em crianças, especialmente em formulações tópicas para assaduras, irritações cutâneas e pequenas feridas. Para uso interno, como xaropes para cólicas, é recomendado consultar um pediatra e seguir as dosagens adequadas. O uso de mel em xaropes é contraindicado para lactentes com menos de 1 ano devido ao risco de botulismo infantil.
Qual a Diferença entre Calêndula e Cravo-de-Defunto?
Embora ambos sejam popularmente chamados de “marigold” em inglês, a calêndula (Calendula officinalis) e o cravo-de-defunto (gênero Tagetes) são plantas distintas. A calêndula é valorizada por suas propriedades medicinais e comestíveis, enquanto o cravo-de-defunto é mais conhecido por seu uso ornamental e como repelente natural de pragas em jardins. Eles pertencem à mesma família botânica (Asteraceae), mas a composição química e os usos tradicionais são diferentes.
A Calêndula É Segura para Animais de Estimação?
A calêndula é frequentemente utilizada em produtos veterinários tópicos para tratar irritações de pele e feridas em animais de estimação, como cães e gatos. No entanto, a ingestão de grandes quantidades pode causar distúrbios gastrointestinais leves. É sempre aconselhável consultar um veterinário antes de administrar qualquer planta medicinal a animais, especialmente para uso interno.
Como Armazenar Flores de Calêndula Secas?
Para preservar as propriedades das flores de calêndula secas, elas devem ser armazenadas em um recipiente hermético, em local fresco, seco e escuro. A proteção contra a luz e a umidade ajuda a manter a integridade dos compostos ativos e a prolongar sua vida útil. Quando armazenadas corretamente, as flores secas podem durar até um ano.
Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação de profissional de saúde. Consulte um médico ou fitoterapeuta antes de usar plantas medicinais, especialmente na gravidez, na lactação ou em uso de medicamentos.
Referências e Estudos Científicos
Estudos Científicos Peer-Reviewed (1)
- PEER2024 Zournatzis, I. (2024). Calendula officinalis – A comprehensive review. ScienceDirect. Acessado em 11 de outubro de 2025.
Leituras Complementares (2)
- 2025 IJPRA Journal. A Review on Pharmacological and Phytochemical Profile of Calendula Officinalis. Acessado em 11 de outubro de 2025.
- 2025 ResearchGate. Various chemical constituents are present in Calendula officinalis Linn. Acessado em 11 de outubro de 2025.
