Polipódio (Polypodium vulgare): Propriedades e Benefícios

17 Min de Leitura
🥈 5 Referências
Publicado em

Polypodium vulgare L. / Polipódio, conhecido popularmente como polipódio, feto-doce ou feto-dos-muros, é uma samambaia perene da família Polypodiaceae, nativa da Europa, do norte da África e de partes da Ásia, que se adaptou a ambientes tão distintos quanto rochas, muros antigos e troncos de árvores. A medicina tradicional europeia registra seu uso como purgativo e vermífugo, e o rizoma chama atenção pelo sabor adocicado, característica que ajudou a tornar essa espécie robusta e versátil conhecida em diferentes regiões.

Polipódio (Polypodium vulgare) em ilustração botânica que mostra frondes verdes profundamente recortadas, o rizoma rastejante e os soros arredondados no verso das folhas do polipódio.
Frondes profundamente recortadas do polipódio, com soros arredondados, amarelados a alaranjados, em duas fileiras no verso dos segmentos.
Índice expandir

Nomes Populares e Internacionais do Polipódio

  • Alemão: Engelsüß, Gewöhnlicher Tüpfelfarn.
  • Espanhol (incluindo nomes regionais): cerbuna borde, falguera, felecha, feleguera, filipodio, foguera borda, helecho dulce, herba felera, herba verolera, polipodio común, regaliz de bosque.
  • Francês: polypode commun, réglisse des bois.
  • Inglês: adder’s fern, brake root, common polypody, eastern polypody, ever fern, golden locks, golden maidenhair, lady’s milk, oak fern, rock polypody, sweet fern, wall fern.
  • Italiano: felce dolce, polipodio comune.
  • Português: polipódio, samambaia-doce (Brasil); daurada, felipodio, fentelha, feto-das-pedras, feto-doce, feto-dos-muros, filipode, polipódio, polipódio-do-carvalho, polipódio-do-norte (Portugal).

Alguns desses nomes ingleses, como oak fern e rock polypody, também designam outras samambaias, de modo que a identificação segura da planta depende sempre do binômio Polypodium vulgare, e não apenas do nome popular.

Sinônimos Botânicos do Polipódio

O Polypodium vulgare L. acumulou diversos sinônimos ao longo da história, reflexo da complexidade de sua classificação taxonômica, da ampla distribuição da espécie e das variações morfológicas observadas entre populações. Os nomes a seguir aparecem na literatura botânica associados a ela:

  • Ctenopteris vulgaris (L.) Newman
  • Polypodium boreale Salisb.
  • Polypodium commune DC.
  • Polypodium iranicum Mazooji
  • Polypodium laciniatum Lam.
  • Polypodium officinale All.

Em tratamentos mais antigos, o nome Polypodium vulgare foi aplicado em sentido amplo, abrangendo plantas hoje reconhecidas como espécies distintas, entre elas Polypodium cambricum L., do sul e do oeste da Europa, e Polypodium virginianum L., da América do Norte. Isso explica parte da confusão encontrada em textos históricos. Esses sinônimos são úteis para rastrear a literatura antiga e compreender a evolução taxonômica da planta, e o Royal Botanic Gardens, Kew, adota Polypodium vulgare L. como o nome aceito.

Família Botânica: Polypodiaceae

O Polypodium vulgare pertence à família Polypodiaceae, uma das maiores e mais diversas famílias de samambaias, caracterizada por esporângios agrupados em soros arredondados e desprovidos de indúsio. Suas espécies têm ampla distribuição pelo planeta e ocupam habitats muito variados, que vão das florestas tropicais às regiões temperadas.

As Polypodiaceae são conhecidas pela capacidade de crescer como epífitas, litófitas ou terrestres, e muitas espécies da família possuem rizomas rastejantes que favorecem a propagação e a fixação em substratos diversos. A família inclui gêneros de importância ornamental e medicinal, e o Polypodium vulgare se destaca entre eles pelo longo histórico de uso na medicina popular europeia e pelo valor ecológico como colonizador de rochas, muros e troncos.

Partes Utilizadas do Polipódio

  • Frondes (folhas)
  • Rizoma

O rizoma concentra a maior parte dos registros de uso interno, enquanto as frondes aparecem sobretudo em aplicações externas descritas pela medicina popular.

Usos Etnobotânicos e Tradicionais do Polipódio

  • Alívio de bronquite
  • Alívio de problemas de fígado e baço
  • Alívio de tosse
  • Asma
  • Cicatrizante (frondes, uso externo)
  • Doenças parasitárias (uso etnoveterinário)
  • Hepatite
  • Icterícia
  • Inflamações leves (trato respiratório e digestivo)
  • Prisão de ventre
  • Purgativo
  • Vermífugo

Esses usos correspondem a registros da medicina popular e da etnoveterinária, sem confirmação em estudos clínicos, e condições como asma, hepatite e icterícia exigem diagnóstico e acompanhamento médico, nunca a substituição do tratamento convencional por preparações caseiras.

Propriedades Terapêuticas do Polipódio

As propriedades abaixo reúnem atribuições da tradição e achados de estudos de laboratório ou com animais, sem confirmação em ensaios clínicos com seres humanos.

  • Analgésico (registro tradicional de alívio da dor)
  • Antiespasmódico (registro tradicional de alívio de espasmos)
  • Anti-inflamatório (efeito observado em estudos com animais, sem confirmação clínica)
  • Antioxidante (atividade observada em estudos de laboratório)
  • Cicatrizante (uso tradicional das frondes sobre pequenas feridas)
  • Citoprotetor (efeito observado em linhagens celulares, sem dados em humanos)
  • Colerético (uso tradicional para estimular a secreção biliar)
  • Digestivo (registro tradicional de auxílio à digestão)
  • Diurético (registro tradicional de aumento da produção de urina)
  • Expectorante (uso tradicional para facilitar a eliminação de muco)
  • Laxante (efeito laxante suave descrito pela tradição)
  • Vermífugo (registro tradicional de uso contra vermes intestinais)

Perfil Fitoquímico Detalhado do Polipódio

  • Ácido cafeico
  • Ácido chiquímico
  • Ácido clorogênico
  • Catequina
  • Derivados do ácido cafeoilquínico
  • Ecdisterona (fitoecdisteroide)
  • Epicatequina
  • Flavonoides (quercetina, kaempferol e seus glicosídeos)
  • Osladina (saponina)
  • Taninos

Análises do rizoma identificaram derivados fenólicos como os ácidos cafeoilquínicos e flavan-3-óis do tipo catequina e epicatequina, além de fitoecdisteroides como a ecdisterona e da saponina osladina, responsável pelo sabor adocicado. A presença desses compostos não permite concluir, por si só, que a planta produza efeitos no organismo humano, já que a maior parte dos dados disponíveis vem de estudos de laboratório.

Formas de Preparo e Administração do Polipódio

O polipódio pode ser preparado de diversas formas, e a infusão do rizoma seco é a mais citada nos registros tradicionais, seguida por tinturas e extratos, que concentram os compostos bioativos da samambaia. A escolha da forma de preparo depende da finalidade pretendida e deve ser discutida com um profissional de saúde, porque não existem doses padronizadas validadas por estudos clínicos para essa espécie.

A tradição também descreve a aplicação tópica das frondes frescas sobre pequenas feridas, com atenção a qualquer sinal de irritação na pele. Como a evidência é majoritariamente de uso tradicional, a automedicação deve ser evitada, e qualquer uso interno, inclusive na forma de chá, precisa da orientação de um profissional de saúde que avalie a quantidade adequada e o tempo de uso.

Sinergia com Outras Plantas Medicinais

Saúde Respiratória

Na tradição fitoterápica, o polipódio, lembrado por seu uso expectorante, aparece combinado com o tomilho (Thymus vulgaris) e o eucalipto (Eucalyptus globulus) em preparações voltadas a tosses e bronquites. O tomilho é tradicionalmente empregado por suas ações antisséptica e expectorante, enquanto o eucalipto é usado para auxiliar na desobstrução das vias aéreas. Essa associação aparece em registros tradicionais para quadros de congestão e inflamação brônquica, sem estudos que comprovem um efeito somado das três plantas.

Suporte Digestivo

Para a prisão de ventre ocasional, a tradição associa o polipódio à cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana) ou ao sene (Senna alexandrina), plantas de ação laxante mais intensa que somam seu efeito ao do polipódio. Justamente por isso, essa combinação exige cautela e orientação profissional, já que a soma de laxantes aumenta o risco de cólicas, diarreia e perda de líquidos. O polipódio também é combinado com a hortelã-pimenta (Mentha × piperita), de tradição carminativa e antiespasmódica, em preparações usadas para aliviar espasmos digestivos e complementar o uso digestivo da samambaia.

Ação Anti-Inflamatória

A ação anti-inflamatória atribuída ao polipódio aparece associada, em registros tradicionais, à cúrcuma (Curcuma longa) e ao gengibre (Zingiber officinale), duas plantas investigadas por sua atividade anti-inflamatória. A cúrcuma, em particular, é rica em curcuminoides, compostos amplamente estudados, e essa combinação é mencionada em preparações de uso interno e externo para condições inflamatórias crônicas, sempre com atenção às quantidades e sem substituir o acompanhamento médico.

Receitas e Protocolos de Uso do Polipódio

Infusão Tradicional para Tosse e Bronquite

Ingredientes: rizoma seco de polipódio, em quantidade definida com um profissional de saúde, e água fervente.

Modo de preparo: Coloque o rizoma em uma xícara, adicione a água fervente, tampe e deixe em infusão por 10 a 15 minutos antes de coar e beber morno. A frequência de uso deve ser combinada com um profissional, sem ultrapassar a orientação recebida, porque doses altas podem causar náusea e diarreia. Essa infusão é tradicionalmente usada para fluidificar o muco e facilitar a expectoração, e figura entre os remédios caseiros da tradição europeia para problemas respiratórios. Consulte um profissional de saúde antes de usar.

Decocção Laxativa Tradicional

Ingredientes: rizoma seco de polipódio, em pequena quantidade orientada por um profissional de saúde, e água.

Modo de preparo: Adicione o rizoma à água, leve ao fogo e deixe ferver por 5 a 10 minutos; depois, retire do fogo, tampe, espere esfriar, coe e beba antes de dormir. Essa decocção é tradicionalmente usada como laxante suave na prisão de ventre ocasional e não deve ser usada por longos períodos sem supervisão médica. Consulte um profissional de saúde antes de usar.

Cataplasma de Frondes para Pequenas Feridas

Ingredientes: frondes frescas de polipódio e um pouco de água quente.

Modo de preparo: Amasse as frondes frescas até formar uma pasta, aqueça-a ligeiramente com um pouco de água e aplique sobre a pequena ferida ou a área inflamada, cobrindo com um pano limpo e deixando agir por 30 minutos a 1 hora, até 2 vezes ao dia. A tradição atribui às frondes ação cicatrizante e anti-inflamatória, mas esse preparo se limita a escoriações superficiais e limpas, já que feridas profundas, infectadas ou que demoram a cicatrizar exigem avaliação médica. Interrompa o uso se surgir irritação, vermelhidão ou coceira.

As preparações acima seguem registros tradicionais e não substituem orientação profissional. Antes de qualquer uso interno, consulte as contraindicações e interações descritas neste artigo.

Terapias Associadas ao Polipódio

Fitoterapia Clínica

Na fitoterapia de tradição europeia, o polipódio é lembrado pelas propriedades expectorantes, diuréticas e laxativas que lhe são atribuídas e aparece em quadros respiratórios como bronquite e tosse persistente. Pela ação colerética descrita na tradição, também é empregado como apoio à função hepática e biliar. A evidência que sustenta esses usos é majoritariamente tradicional, e os ensaios clínicos ainda são escassos e recentes, como um estudo randomizado publicado em 2026 que avaliou a decocção da raiz no manejo de sintomas de pacientes hospitalizados com infecção respiratória aguda grave. Por isso, a dose e a forma de administração precisam ser definidas por um profissional de saúde qualificado, e a planta não deve ser apresentada como tratamento comprovado para nenhuma condição, mesmo que a fitoterapia moderna busque padronizar extratos.

Homeopatia

Na homeopatia, o Polypodium vulgare é um remédio pouco comum, indicado pela tradição homeopática para sintomas como tosse seca e irritativa e para problemas digestivos acompanhados de sensação de peso. A preparação envolve diluições sucessivas da tintura-mãe e, segundo os princípios dessa prática, busca estimular respostas do próprio organismo, com escolha individualizada do remédio por um médico homeopata. Não há estudos clínicos que confirmem a eficácia dessas preparações, que não substituem o diagnóstico e o tratamento convencionais.

Contraindicações e Efeitos Colaterais do Polipódio

Avisos Essenciais de Segurança

O polipódio tem efeito laxante suave, e doses altas podem causar náusea e diarreia. Deve-se evitar o uso na gravidez e na lactação por falta de dados. A evidência é majoritariamente de uso tradicional, com poucos dados clínicos em humanos, e por isso a planta não deve ser apresentada como tratamento comprovado. Não confunda o polipódio com Polypodium leucotomos (calaguala, usada como fotoprotetor oral), que é outra espécie com outro uso.

Contraindicações Gerais

O polipódio é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade conhecida a samambaias ou a qualquer componente da planta e, em razão de suas propriedades purgativas, deve ser evitado por quem tem doenças inflamatórias intestinais, como colite ulcerativa ou doença de Crohn. Gestantes e lactantes devem se abster do uso, pois não há dados suficientes sobre a segurança nessas fases, e crianças pequenas não devem consumir a planta sem supervisão médica rigorosa. O uso como laxante por longos períodos também não deve acontecer sem acompanhamento médico.

Efeitos Colaterais Comuns

Os poucos relatos disponíveis descrevem efeitos colaterais em geral leves, que podem incluir desconforto gastrointestinal, náusea e diarreia, sobretudo em doses elevadas. Reações alérgicas cutâneas são possíveis em pessoas sensíveis, e a aplicação tópica de frondes frescas pode causar irritação em peles muito delicadas. Diante de qualquer reação adversa, o uso deve ser interrompido e é recomendável procurar orientação médica.

Interações Medicamentosas

Não há estudos de interação medicamentosa com o polipódio, mas alguns textos de fitoterapia mencionam a possível presença de cumarinas na planta, o que motiva cautela em quem usa anticoagulantes como a varfarina, pelo risco teórico de aumento de sangramentos. Pessoas que tomam sedativos ou benzodiazepínicos também devem usar o polipódio com cautela, já que há menções a uma possível intensificação dos efeitos depressores do sistema nervoso central, ainda sem confirmação científica. Também existem referências a um leve efeito hipoglicemiante não comprovado, de modo que diabéticos em uso de hipoglicemiantes devem monitorar a glicose e conversar com o médico antes de usar a planta. Em todos esses casos, a consulta com um médico ou farmacêutico é essencial para evitar interações indesejadas.

Curiosidades e Fatos Históricos do Polipódio

Sabor Doce do Rizoma

Uma das curiosidades mais notáveis do polipódio é o sabor doce do rizoma, atribuído a uma saponina chamada osladina, descrita como cerca de 500 vezes mais doce que o açúcar comum. Essa doçura ajuda a explicar nomes populares como feto-doce, Engelsüß, felce dolce, helecho dulce, réglisse des bois e regaliz de bosque, que aproximam o rizoma do alcaçuz. A mesma característica continua a despertar o interesse de pesquisadores e entusiastas de plantas como exemplo da química natural dos vegetais. Hoje o uso alimentar do rizoma é pouco comum, e a osladina segue estudada sobretudo do ponto de vista químico.

Adaptação e Resiliência

O Polypodium vulgare é uma planta muito adaptável e resiliente, capaz de crescer em rochas, em muros antigos e, como epífita, em troncos de árvores. Suas frondes perenes permanecem verdes durante o inverno e aproveitam a luz que atravessa a copa das florestas decíduas sem folhas, vantagem que favoreceu a ampla distribuição da espécie e mostra a robustez com que essa samambaia prospera em condições desafiadoras.

Uma Espécie Descrita por Lineu

O polipódio está entre as espécies descritas por Carl Linnaeus em Species Plantarum, obra de 1753 considerada o ponto de partida da nomenclatura botânica moderna, e o L. que acompanha o binômio identifica justamente essa autoria. O nome do gênero vem do grego e significa muitos pés, em alusão ao aspecto do rizoma rastejante e ramificado que fixa a planta ao substrato.

Um Modelo para o Estudo dos Estômatos

O polipódio teve papel importante na compreensão das respostas dos estômatos à umidade do ar. Em 1971, o grupo de Otto Ludwig Lange, na Universidade de Würzburg, usou a planta em estudos pioneiros que mostraram como a abertura e o fechamento dos estômatos respondem diretamente à umidade ambiental. Pesquisas posteriores com fragmentos isolados da epiderme da mesma espécie aprofundaram esse conhecimento sobre a fisiologia vegetal. Por isso, a samambaia segue lembrada como um modelo relevante na pesquisa botânica.

Perguntas Frequentes sobre o Polipódio

O Chá de Polipódio É Seguro para Todos?

O chá de polipódio não é seguro para todos e deve ser evitado na gravidez e na lactação por falta de dados, assim como por pessoas com doenças inflamatórias intestinais ou alergia a samambaias, enquanto crianças pequenas só devem usá-lo sob supervisão médica. Como doses altas podem causar náusea e diarreia, consulte sempre um profissional de saúde antes de usar e evite a automedicação.

Quais Usos Tradicionais Tem o Chá de Polipódio?

A tradição emprega o chá de polipódio por sua ação expectorante, diurética e laxativa suave, em casos de tosse, bronquite e prisão de ventre ocasional, além de registros de uso como apoio às funções hepática e biliar. Propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes foram observadas em estudos de laboratório e com animais, mas a evidência em humanos é escassa, e o chá não deve ser visto como tratamento comprovado para nenhuma condição.

Como Devo Preparar o Chá de Polipódio?

Nos registros tradicionais, o chá é feito por infusão do rizoma seco em água fervente, com 10 a 15 minutos de repouso antes de coar e beber morno. Como não existem doses padronizadas validadas por estudos clínicos e o excesso pode provocar náusea e diarreia, a quantidade de rizoma e o número de xícaras por dia devem ser definidos com um profissional de saúde.

O Polipódio Interage com Outros Medicamentos?

Faltam estudos de interação, mas a cautela é recomendada para quem usa anticoagulantes como a varfarina, por menções à possível presença de cumarinas, e para quem toma sedativos, cujos efeitos poderiam ser intensificados. Diabéticos em uso de hipoglicemiantes devem monitorar a glicose diante de relatos não comprovados de efeito hipoglicemiante, e é indispensável informar o médico sobre o uso de qualquer planta medicinal.

Qual Parte do Polipódio É Mais Utilizada?

O rizoma é a parte mais utilizada e também a mais estudada, por concentrar compostos como a osladina, a ecdisterona e diversos flavonoides, e é a ele que a tradição atribui as ações expectorante, laxativa e vermífuga. As frondes aparecem principalmente em aplicações externas, às quais a medicina popular atribui ação cicatrizante.

O Polipódio Pode Ser Confundido com a Calaguala?

Sim, e essa confusão deve ser evitada, porque a calaguala (Polypodium leucotomos, usada como fotoprotetor oral) é outra espécie com outro uso. Os estudos e produtos de fotoproteção oral se referem à calaguala, e não ao Polypodium vulgare, cujo emprego é majoritariamente tradicional e voltado a outras finalidades.

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação de profissional de saúde. Consulte um médico ou fitoterapeuta antes de usar plantas medicinais, especialmente na gravidez, na lactação ou em uso de medicamentos.

Referências e Estudos Científicos

5 Referências Citadas

Nível de Evidência: 🥈 Moderado

Baseado em 5 Referências Citadas (5 Peer-Reviewed).

  1. PMC2021 Farràs A, et al. Polypodium vulgare L. (Polypodiaceae) as a Source of Bioactive Compounds: Polyphenolic Profile, Cytotoxicity and Cytoprotective Properties in Different Cell Lines. Front Pharmacol. 2021.
  2. PMC2021 Gleńsk M, et al. Isolation and structural determination of flavan-3-ol derivatives from the Polypodium vulgare L. rhizomes water extract. Nat Prod Res. 2021.
  3. PMC1977 Lösch R. Responses of stomata to environmental factors: experiments with isolated epidermal strips of Polypodium vulgare. I. Temperature and humidity. Oecologia. 1977.
  4. PMC2011 Simon A, et al. Ecdysteroids from Polypodium vulgare L. Steroids. 2011.
  5. PMC2026 Zafar F, et al. Anti-inflammatory approach of Polypodium vulgare roots by downregulation of pro-inflammatory cytokines in complete Freund’s adjuvant-induced arthritis rats. Inflammopharmacology. 2026.
Este artigo foi esclarecedor?
O que você achou deste artigo?
Nota média: -
Natugreens

Natugreens

Herbs and Medicinal Teas

A Equipe Editorial da Natugreens reúne profissionais multidisciplinares, com atuação em pesquisa, nutrição e comunicação científica. Nossa missão é oferecer conteúdos claros, responsáveis e baseados em evidências. Cada publicação passa por curadoria e revisão editorial. Assim, garantimos consistência, precisão e transparência nas informações apresentadas.