O Melilotus officinalis é uma leguminosa herbácea de ciclo bienal da família Fabaceae, distribuída naturalmente desde os campos abertos da Europa temperada até as encostas secas do Himalaia ocidental e da Península Arábica. Recebe em português os nomes de trevo-doce, meliloto, trevo-amarelo, trevo-cheiroso e coroa-de-rei, e quase sempre se anuncia pelo cheiro antes de ser reconhecida pela forma: as partes aéreas, ao murchar, liberam um perfume adocicado de feno recém-cortado que denuncia a presença de cumarina a vários metros de distância.

Morfologicamente é uma erva ereta e muito ramificada, de folhas trifolioladas e racemos amarelos alongados, que no primeiro ano investe em raiz pivotante e roseta basal e só no segundo produz a floração abundante que a tornou célebre entre apicultores. A combinação de raiz profunda, nodulação eficiente e tolerância a solos calcários, alcalinos e salinos explica por que a espécie colonizou terrenos degradados em quatro continentes depois de ter sido levada da Eurásia como forrageira. O mesmo conjunto de atributos que a fez útil na agricultura a transformou em problema de conservação nas pradarias norte-americanas, onde hoje figura entre as invasoras herbáceas mais monitoradas.
Este perfil reúne o que a literatura botânica registra sobre a espécie: a classificação formal e a história nomenclatural incomumente confusa do binômio, os caracteres que permitem separá-la das congêneres e de outras leguminosas de campo, a distribuição nativa e introduzida, as exigências agronômicas, a fenologia, a composição química documentada e o registro histórico de seus empregos.
Taxonomia
O gênero Melilotus reúne cerca de vinte espécies de distribuição originalmente eurasiática e norte-africana, todas herbáceas e todas pertencentes à tribo Trifolieae, o mesmo agrupamento que abriga Medicago, Trifolium e Trigonella. A posição hierárquica completa da espécie é a seguinte:
- Reino: Plantae
- Clado: Angiospermas, eudicotiledôneas, rosídeas
- Ordem: Fabales
- Família: Fabaceae Lindl.
- Subfamília: Faboideae (Papilionoideae)
- Tribo: Trifolieae
- Gênero: Melilotus (L.) Mill.
- Espécie: Melilotus officinalis (L.) Lam., 1779
A história do nome é mais acidentada do que a de quase qualquer outra leguminosa de campo. Linnaeus descreveu a planta em 1753, no segundo volume da Species Plantarum, página 765, sob a grafia polinomial Trifolium Melilotus officinalis, que pelo Código Internacional de Nomenclatura deve ser citada como Trifolium officinale L. Lamarck transferiu o táxon para Melilotus na Flore Françoise, volume 2, página 594, obra datada de 1778 mas efetivamente publicada depois de 21 de março de 1779, e é essa combinação que o International Plant Names Index registra como aceita. Medikus repetiu a mesma transferência de forma independente em 1787, criando um isônimo sem valor nomenclatural, e a combinação atribuída a Pallas em 1776, no terceiro volume do relato de viagem pelas províncias do Império Russo, é inválida por ser nome nu: o autor não fez referência ao basiônimo linneano. Convém desconfiar de fontes que atribuem a autoria a Pallas ou a Medikus, porque nenhuma das duas se sustenta.
Sinônimos
O Plants of the World Online reconhece um número expressivo de sinônimos heterotípicos, resultado de descrições regionais repetidas ao longo do século XIX, quando a variação de porte e de tonalidade da corola levou botânicos europeus a batizar populações locais como espécies distintas. Entre os nomes hoje sinonimizados figuram:
- Melilotus flavus
- Melilotus kochianus
- Melilotus lutescens
- Melilotus luteus
- Melilotus montanus
- Melilotus neglectus
- Melilotus pallidus
- Melilotus palustris
- Melilotus petitpierreanus
- Trifolium officinale L. (basiônimo)
- Trigonella officinalis
Etimologia
O nome genérico combina os elementos gregos meli, mel, e lotós, designação antiga aplicada de forma elástica a diversas leguminosas forrageiras, numa referência direta à qualidade melífera do grupo. O epíteto officinalis deriva de officina, a dependência do mosteiro medieval onde se guardavam e manipulavam simples vegetais, e sinaliza que a planta constava dos inventários das boticas europeias na época em que Linnaeus escrevia.
Descrição Morfológica do Melilotus
Erva ereta, glabra ou esparsamente pilosa, que atinge entre 60 e 150 centímetros de altura no segundo ano e excepcionalmente ultrapassa dois metros em solos profundos e férteis. O ciclo é tipicamente bienal, com populações que se comportam como anuais em climas de verão curto: no primeiro ano a planta produz apenas uma roseta basal e aprofunda a raiz, e no segundo emite os caules floríferos, frutifica e morre. A ramificação é ampla e começa perto da base, o que dá ao indivíduo isolado um aspecto arbustivo bastante distinto da touceira compacta dos trevos verdadeiros.
Folhas
As folhas são alternas e compostas trifolioladas, com pecíolo de 1 a 3 centímetros e folíolo terminal nitidamente peciolulado, caráter que ajuda a separar o gênero de Trifolium, onde os três folíolos são praticamente sésseis. Cada folíolo mede de 1,5 a 3 centímetros, tem contorno oblongo a obovado, ápice truncado ou arredondado e margem serreada em toda a extensão, não apenas no terço superior. As estípulas são lineares a subuladas, inteiras, com 5 a 8 milímetros, e ficam soldadas à base do pecíolo. A lâmina é verde-média, fina e translúcida contra a luz.
Flores
As flores são papilionáceas, amarelas, pequenas, com 5 a 7 milímetros de comprimento, reunidas em racemos axilares estreitos e alongados de 4 a 10 centímetros que podem concentrar de trinta a setenta unidades. O cálice é campanulado, com cinco dentes desiguais, e a corola apresenta o arranjo clássico da subfamília, com estandarte mais longo que as asas e a quilha. O androceu é diadélfico, com nove estames unidos em tubo e um livre. Os racemos abrem de baixo para cima ao longo de várias semanas, de modo que a mesma inflorescência costuma exibir botões, flores abertas e vagens jovens simultaneamente.
Frutos e Sementes
O fruto é um legume ovoide de 3 a 5 milímetros, com superfície reticulada ou transversalmente rugosa, indeiscente ou de deiscência tardia, que passa do verde ao castanho-escuro e depois ao quase preto na maturação. Cada vagem guarda uma ou, com menos frequência, duas sementes ovoides e lisas de 2 a 3 milímetros, amarelas a acastanhadas, com tegumento impermeável. Essa impermeabilidade impõe dormência física prolongada e é a razão de o banco de sementes da espécie permanecer viável no solo por décadas.
Raiz e Caule
A raiz é pivotante e profunda, capaz de alcançar de um a dois metros em solos permeáveis, o que sustenta a notável tolerância da planta a períodos secos. Como toda a tribo, forma nódulos radiculares em simbiose com Sinorhizobium meliloti, bactéria fixadora de nitrogênio antes tratada como Rhizobium meliloti. Os caules são estriados longitudinalmente, ocos nos entrenós mais velhos, verdes na porção superior e frequentemente avermelhados na base, e tornam-se lenhificados e fibrosos no fim do segundo ano.
Distribuição e Habitat
Segundo o Plants of the World Online, a área nativa do Melilotus officinalis vai da Europa ao Himalaia ocidental e à Península Arábica, cobrindo praticamente todo o continente europeu, o Cáucaso, a Anatólia, o Irã, o Iraque, os estados do Golfo, o Iêmen, a Ásia Central, o Paquistão, a Sibéria ocidental e o Altai. É uma espécie de bioma temperado, associada a solos de reação neutra a alcalina e particularmente frequente sobre substratos calcários.
Fora dessa área, a planta foi introduzida deliberadamente como forrageira, planta melífera e adubo verde ao longo do século XIX e acabou naturalizada na América do Norte, no leste asiático, na Austrália, na Nova Zelândia e no cone sul da América do Sul. Nos Estados Unidos há registro nos cinquenta estados, e no Canadá a expansão avança pelo Yukon e pelos Territórios do Noroeste, com populações documentadas até no oeste da Groenlândia.
A situação brasileira merece cautela. A Flora e Funga do Brasil registra como naturalizadas no país apenas Melilotus albus, presente em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e Melilotus indicus, com ocorrência adicional no Rio de Janeiro, ambas em áreas antrópicas dos domínios Mata Atlântica e Pampa. Não há registro consolidado de Melilotus officinalis estabelecida na flora espontânea brasileira, de modo que menções à espécie no sul do país devem ser conferidas com material testemunho antes de aceitas, já que as três congêneres se parecem muito em estado vegetativo.
O habitat típico são ambientes perturbados e bem drenados: margens de estradas e ferrovias, aterros, terrenos baldios, pastagens degradadas, encostas calcárias, dunas fixas e campos agrícolas abandonados. A espécie ocorre do nível do mar até cerca de dois mil metros, com registros mais altos no setor himalaico da distribuição, e é intolerante tanto a sombreamento prolongado quanto a encharcamento.
Cultivo
A propagação é feita exclusivamente por semente, semeada na primavera ou no outono conforme o rigor do inverno local. O tegumento duro impõe germinação baixa e desuniforme no material recém-colhido, problema contornado por escarificação mecânica, que é o procedimento adotado na produção comercial de sementes. Em áreas sem histórico de leguminosas, a inoculação prévia com Sinorhizobium meliloti costuma ser determinante para a formação de nódulos e para o desempenho da lavoura, e as densidades usuais de semeadura para forragem ficam na casa de dez a quinze quilos por hectare.
As exigências são modestas e explicam a reputação de rusticidade da planta. Exige sol pleno, prospera em solos argilosos a franco-argilosos com pH entre 6,0 e 8,5, tolera bem salinidade e alcalinidade e responde mal a solos ácidos abaixo de 5,5 e a terrenos sujeitos a encharcamento. A faixa térmica ideal fica entre 12 e 25 graus Celsius, e a raiz dormente atravessa invernos rigorosos sem dano. A adubação nitrogenada é dispensável graças à fixação biológica, mas fósforo e potássio podem ser necessários em solos exauridos.
Entre as pragas registradas na cultura estão os pulgões do gênero Aphis, que colonizam brotos e inflorescências, os gorgulhos do gênero Sitona, cujos adultos recortam os folíolos e cujas larvas atacam os nódulos radiculares, e tripes, responsáveis pelo prateamento das folhas. Do lado das doenças, as mais citadas são a mancha foliar causada por Cercospora davisii, o oídio provocado por Erysiphe trifolii e a podridão de coroa de Sclerotinia trifoliorum, esta última favorecida por invernos úmidos.
O corte para feno é feito antes da floração plena, quando a relação folha e caule ainda é favorável e a lignificação não avançou. A cura exige atenção: forragem mal seca ou armazenada úmida mofa com facilidade, e o feno mofado de meliloto é perigoso para o rebanho pelas razões descritas adiante. Para produção de sementes, a colheita ocorre no segundo ano, com as vagens já escurecidas, e nas áreas onde a espécie é considerada invasora recomenda-se o corte antes da maturação para impedir a formação de banco de sementes.
Fenologia
No hemisfério norte a floração se estende de maio ou junho a setembro, com pico em julho, e cada indivíduo permanece florido por seis a dez semanas em razão da abertura escalonada dos racemos. A frutificação acompanha esse escalonamento e concentra-se entre agosto e outubro. Nas populações naturalizadas do hemisfério sul o calendário se inverte, com floração no fim da primavera e no verão austral.
A polinização é entomófila e depende fortemente de abelhas, sobretudo Apis mellifera e espécies de Bombus, atraídas por um néctar de produção contínua que faz da espécie uma das mais valorizadas em apicultura de clima temperado. A dispersão primária é gravitacional, já que as vagens indeiscentes simplesmente caem ao pé da planta, mas a dispersão secundária é eficiente e amplamente antrópica: sementes viajam em água corrente, em lama aderida a maquinário agrícola e a veículos, no trato digestivo de herbívoros e como contaminante de lotes de semente forrageira. Somada à dormência física prolongada, essa mobilidade explica a velocidade com que a espécie ocupa margens de rodovia recém-abertas.
Espécies Relacionadas e Confusões
O gênero não tem entre seus parentes próximos nenhum sósia de toxicidade aguda, mas a identificação segura em campo depende de reconhecer alguns caracteres estáveis, sobretudo quando a planta é encontrada fora da floração.
- Lotus corniculatus (cornichão): também tem flores amarelas e papilionáceas, porém agrupadas em umbelas terminais e não em racemos alongados, com folhas de cinco folíolos e porte prostrado a ascendente.
- Medicago lupulina (lupulina): a confusão mais comum entre as leguminosas amarelas de beira de estrada. Distingue-se pelas inflorescências globosas e compactas, pelo porte muito menor e pelas vagens reniformes enegrecidas, além de não exalar o aroma de cumarina.
- Medicago sativa (alfafa): tem flores violáceas em racemos curtos, folíolos serreados apenas no terço apical e vagens espiraladas inconfundíveis.
- Melilotus albus Medik. (meliloto-branco): a congênere mais próxima em porte, folhagem e aroma, separada pela corola branca e por uma estatura em média um pouco maior. As duas crescem juntas com frequência.
- Melilotus altissimus Thuill. (meliloto-alto): europeu ocidental, de flores amarelas mais escuras, vagens pubescentes e preferência por solos mais úmidos.
- Melilotus indicus (L.) All. (meliloto-indiano): anual, muito menor, de flores amarelas diminutas em racemos curtos e densos. É uma das duas espécies do gênero efetivamente naturalizadas no Brasil.
- Trifolium pratense (trevo-vermelho): inflorescências capituliformes, corola rósea a avermelhada e folíolos em geral marcados por um V esbranquiçado.
Fitoquímica
O traço químico que define a espécie é o teor elevado de cumarina, a 1,2-benzopirona responsável pelo odor de feno cortado, que representa entre 0,4 e 1 por cento da matéria seca das partes aéreas e faz do gênero uma dasTrifolium pratense composto. Na planta íntegra a cumarina livre é minoritária: predomina o melilotosídeo, glicosídeo do ácido orto-cumárico armazenado no vacúolo, que só é hidrolisado e ciclizado quando a integridade celular se rompe durante o murchamento, a secagem ou a fermentação. Daí o fato conhecido de o material fresco cheirar pouco e o material seco cheirar muito.
Quando o material vegetal úmido é colonizado por fungos dos gêneros Penicillium, Aspergillus e Mucor, parte da cumarina é convertida em dicumarol, uma bis-hidroxicumarina que antagoniza a vitamina K. Esse é um fato de segurança e não uma propriedade explorável: feno de meliloto mofado provoca em bovinos, ovinos e equinos uma doença hemorrágica frequentemente fatal, com hematomas extensos e sangramentos internos que podem surgir semanas após o início do consumo. Em éguas prenhes o composto atravessa a placenta e afeta o potro. Forragem visivelmente mofada, de odor rançoso ou com manchas escuras e viscosas, não deve ser oferecida a nenhum animal.
Além das cumarinas, as análises registram flavonóis e seus glicosídeos, com canferol, quercetina e rutina entre os mais citados, ácidos fenólicos como o cafeico e o clorogênico, saponinas triterpênicas do tipo oleanano derivadas da melilotigenina e traços de óleo essencial. A umbeliferona, uma 7-hidroxicumarina, aparece em concentrações pequenas nas partes aéreas. A distribuição interna é desigual: as folhas e as inflorescências concentram cumarinas e flavonóis, enquanto as sementes e a raiz apresentam teores bem menores.
História e Etnobotânica
O meliloto está entre as plantas mais antigas do repertório escrito europeu. Dioscórides, no De Materia Medica do século I, e Plínio, o Velho, na História Natural, descreveram aplicações externas do material vegetal sobre inchaços e contusões, e essa tradição atravessou a Idade Média em manuscritos monásticos que registravam o emplastro de meliloto entre as preparações de uso corrente. O emplastrum meliloti figurou como preparação oficial em farmacopeias europeias e só saiu dos formulários no decorrer do século XIX. Nas casas rurais da Europa central, feixes secos da planta eram guardados entre tecidos e roupas de cama pelo aroma persistente que o material liberava.
A trajetória científica moderna da espécie começou por um desastre pecuário. Entre 1921 e 1924, o veterinário canadense Frank Schofield e, de forma independente, Lee Roderick no estado norte-americano de Dakota do Norte relacionaram uma síndrome hemorrágica fatal em bovinos ao consumo de feno de meliloto deteriorado. O agente permaneceu desconhecido até 1940, quando Karl Paul Link e sua equipe na Universidade de Wisconsin isolaram e caracterizaram o dicumarol a partir de feno mofado levado ao laboratório por um pecuarista. O trabalho resultou, poucos anos depois, na síntese da varfarina, empregada primeiro como raticida e em seguida incorporada à farmacologia cardiovascular.
Na América do Norte, a espécie chegou por via agronômica. Foi semeada a partir do século XIX como forrageira, planta melífera e adubo verde, difundida por serviços de extensão rural e por apicultores que apreciavam o rendimento de néctar, e essa mesma difusão dirigida é a origem direta das populações que hoje ocupam pradarias e planícies aluviais do continente.
Conservação
Não existe avaliação global publicada para Melilotus officinalis na Lista Vermelha da IUCN, e a espécie permanece portanto sem categoria atribuída em escala mundial. Avaliações nacionais europeias a classificam como não ameaçada, resultado coerente com uma planta abundante, de amplo espectro ecológico e favorecida por ambientes perturbados. Também não consta de nenhum apêndice da CITES.
A preocupação conservacionista associada à espécie é exatamente inversa. Na América do Norte, o meliloto-amarelo é classificado como invasora em vários estados e províncias e integra listas oficiais de manejo em pradarias nativas, planícies aluviais do norte de Montana, sul de Ontário, Yukon e Montanhas Rochosas. O impacto opera por dois mecanismos combinados: o porte alto sombreia as herbáceas heliófilas do estrato baixo e reduz a diversidade local, enquanto a fixação biológica de nitrogênio altera a fertilidade do solo em ecossistemas adaptados a condições oligotróficas, favorecendo espécies ruderais em detrimento da flora campestre nativa. A produção prolífica de sementes de tegumento duro, viáveis por muitos anos, torna a erradicação demorada mesmo onde o controle mecânico é aplicado de forma consistente.
Curiosidades
- Cumarina em números: com 0,4 a 1 por cento da matéria seca, o meliloto figura entre as fontes vegetais mais concentradas de cumarina conhecidas, muito acima do capim-cheiroso e das gramíneas aromáticas com que costuma ser comparado.
- De um feno estragado ao medicamento mais prescrito: a varfarina, sintetizada a partir da estrutura do dicumarol isolado do feno de meliloto, tornou-se por décadas o anticoagulante oral mais utilizado no mundo, e o nome do fármaco homenageia a fundação que financiou a pesquisa de Karl Paul Link.
- Mel de meliloto: o néctar produz um mel claro e de aroma delicado, valorizado em regiões temperadas e considerado por apicultores um dos melhores méis monoflorais de leguminosa.
- Raízes que fazem subsolagem: a raiz pivotante perfura camadas compactadas até dois metros de profundidade e, ao apodrecer no fim do ciclo, deixa canais que melhoram a infiltração de água, razão pela qual a espécie é usada em recuperação de áreas mineradas e aterros.
- Sementes que atravessam gerações: o tegumento impermeável mantém parte do lote dormente por décadas no solo, o que faz uma área aparentemente controlada rebrotar anos depois de qualquer perturbação do terreno.
Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação de profissional de saúde. Consulte um médico ou fitoterapeuta antes de usar plantas medicinais, especialmente na gravidez, na lactação ou em uso de medicamentos.
Referências e Estudos Científicos
Ver Todas as 9 Referências Citadas
- 2022 CABI. Melilotus officinalis (yellow sweet clover). CABI Compendium. Wallingford, 2022.
- 2026 Flora e Funga do Brasil. Melilotus. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2026. Disponível em floradobrasil.jbrj.gov.br.
- 2026 International Plant Names Index. Melilotus officinalis (L.) Lam. The Royal Botanic Gardens, Kew, Harvard University Herbaria and Libraries and Australian National Botanic Gardens, 2026.
- 2005 Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B.; Lock, M. (eds.). Legumes of the World. Royal Botanic Gardens, Kew, 2005.
- 2024 Minnesota Department of Natural Resources. White and yellow sweet clover (Melilotus albus, M. officinalis). Terrestrial Invasive Species, 2024.
- 2024 MSD Veterinary Manual. Moldy Sweet Clover Poisoning in Animals. Toxicology. Rahway, 2024.
- 2026 Plants of the World Online. Melilotus officinalis (L.) Lam. Royal Botanic Gardens, Kew, 2026. Disponível em powo.science.kew.org.
- 2019 Stace, C. A. New Flora of the British Isles. 4. ed. Middlewood Green: C&M Floristics, 2019.
- 1968 Tutin, T. G.; Heywood, V. H.; Burges, N. A. et al. Flora Europaea, v. 2. Cambridge: Cambridge University Press, 1968.
